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Fatia da Nokia em celulares tem forte queda e chega a 11,5%

Finlandesa, que demorou a se adaptar aos smartphones, ainda é a vice-líder no setor, atrás da Samsung

O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2014 | 02h04

A Nokia registrou uma queda de quase 5 pontos porcentuais nas vendas globais de telefones celulares na comparação entre o primeiro trimestre de 2014 com o mesmo período no ano passado, segundo dados da Strategy Analytics para o setor.

Com isso, a fatia da empresa diminuiu de 16.6% para 11,5% . No primeiro trimestre de 2013, a fabricante finlandesa vendeu 61,9 milhões de aparelhos. No mesmo período deste ano o número caiu para 47 milhões.

A empresa continua, entretanto, ocupando o segundo lugar entre os maiores vendedores de celulares do mundo, ficando atrás apenas da Samsung e ligeiramente à frente da Apple.

As perdas líquidas da companhia entre janeiro e março deste ano, incluindo a divisão de celulares e a de redes de telecomunicações, totalizaram €239 milhões. A empresa responsabilizou a "concorrência intensa" pelos resultados.

Ainda assim, a Nokia superou expectativas com margem de lucro operacional de 9,3% no primeiro trimestre, muito acima da previsão média de 5,7% entre analistas consultados pela agência Reuters. Os resultados foram impulsionados pela redução de custos e por acordos de software em seu braço de redes, anteriormente chamado de NSN (Nokia Siemens Networks).

A empresa anunciou que planeja devolver US$ 3,1 bilhões para acionistas.

Novo presidente. A empresa finlandesa, que concluiu na sexta-feira o acordo de 5,6 bilhões (US$ 7,8 bilhões) para vender seu negócio de aparelhos móveis para a Microsoft, anunciou que Rajeev Suri assumirá como presidente a partir de amanhã, substituindo Stephen Elop, que vai para a Microsoft.

A Nokia nomeou o executivo que liderou a restruturação no seu principal negócio de rede de telecomunicação como novo presidente executivo ontem, aumentando a confiança dos investidores no futuro da companhia após a venda da sua antiga dominante divisão de aparelhos móveis.

Havia grande expectativa de que Suri, um indiano de 46 anos de idade, liderasse a empresa após a venda da divisão de celulares.

A divisão de redes da Nokia representou cerca de 90% das vendas de empresas em negócios continuados no ano passado. Mas analistas dizem que a unidade enfrenta desafios, uma vez que custos mais altos de pesquisa e desenvolvimento dão vantagem a fabricantes maiores de equipamentos de telecomunicação, como a líder do setor Ericsson e a chinesa Huawei . / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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