Fatia da União na Petrobrás cai para 51,27%

Com a decisão de transferir para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e para a Caixa Econômica Federal cerca de 217,3 milhões de ações ordinárias (ON) da Petrobrás, o governo reduzirá a sua fatia no capital total da estatal de 32,13% para 29,64%. Para capitalizar os dois bancos públicos, o governo usou o excedente que não altera sua posição majoritária no controle das ações com direito a voto: cai de 55,56% para 51,27%.

KELLY LIMA E NICOLA PAMPLONA, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2010 | 00h00

A expectativa é que a União retome a posição perdida durante o processo de capitalização da estatal. Desde o início das discussões sobre o tema, o governo tem deixado claro que pretende comprar um volume de ações maior do que a fatia que detém na empresa, absorvendo eventuais sobras dos minoritários. A aquisição será feita com o excedente de recursos arrecadados com a venda de 5 bilhões de barris do pré-sal à estatal.

Fôlego. A capitalização do BNDES e da Caixa também ajuda as duas instituições no processo de emissão de novas ações da Petrobrás. Isso porque as duas ganharam fôlego para acompanhar o aumento de capital da companhia, sem serem diluídas e sem precisarem desembolsar o equivalente ao porcentual que possuíam antes da operação anunciada ontem.

No caso do BNDES, por exemplo, a participação na Petrobrás subiu de 7,6% para 9,25%. Com essa folga de 2 pontos porcentuais, o banco pode se permitir a ter um desembolso menor e voltar à participação anterior após a capitalização. A Petrobrás não informa qual a fatia da Caixa em seu capital.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.