Fator questiona eficácia da arbitragem

O Fundo Fator Sinergia, um dos mais ativos em questões envolvendo minoritários e controladores, questiona a eficácia de um conselho de arbitragem nas companhias abertas. "Na prática, a idéia não deve funcionar, pois o que vale é a força do grupo envolvido em cada caso", afirmou a gerente de Governança Corporativa do Fundo, Silvia Sandoval. Segundo ela, o conceito de arbitragem ainda precisa ser melhor formulado e pode burocratizar o andamento de algumas negociações. No caso do valor oferecido para a aquisição de papéis em mercado, o que tem motivado grande parte dos conflitos, Silvia acredita que a chave da questão continuará sendo o total de acionistas contra ou a favor da oferta. A visão é contestada pela Associação Nacional de Investidores do Mercado de Capitais (Animec). "Mesmo que o conselho de arbitragem possa de alguma forma burocratizar o processo, ainda assim será mais interessante do que se recorrer à Justiça", afirmou Gregorio Mancebo Rodrigez, diretor da associação. Ele lembrou que a novidade será obrigatória no novo mercado que vem sendo desenhado pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O sistema funcionará como uma seção dentro da Bolsa, com regras abrangentes de proteção ao minoritário.

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