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Fator rebaixa perspectiva para setor petroquímico

A Corretora Fator Doria Atherino rebaixou a perspectiva para a maioria das ações de empresas petroquímicas. Os fatores que causaram a mudança foram o aumento do risco Brasil e a desvalorização do real. Segundo o analista Luiz Otávio Broad, a elevação do risco Brasil se destaca na depreciação do cenário. "O custo de capital das empresas fica mais alto, ou seja, é mais difícil para elas obterem empréstimos e captações." A alta do dólar, por sua vez, traz reflexos negativos para três das cinco companhias citadas pelo analista: Copene, Copesul e Petroquímica União (PqU). De acordo com ele, a Copene sofre basicamente pelo impacto do câmbio em sua dívida em dólares e pelo aumento do custo da nafta petroquímica. A nafta é a principal matéria-prima da companhia e seu preço é reajustado com base no dólar. "A concorrência dos produtos da Copene com os vidros e metais impede que ela consiga repassar todo o aumento de custo para os preços." O analista deixou de recomendar a compra das ações da Copene para indicar sua manutenção em carteira. Segundo Broad, os papéis podem atingir R$ 565,30 o lote de mil, o que significa que têm possibilidade de subir cerca de 50% até dezembro de 2002. O preço-alvo anterior era de R$ 920,00. A Copesul, de acordo com ele, também sofre com o câmbio, pois é a empresa do setor com a maior dívida em dólar. A recomendação para as ações, no entanto, melhorou de venda para manutenção. Isso porque esses papéis já tiveram queda expressiva este ano, de 53% até sexta-feira. O preço-alvo passou de R$ 86,80 para R$ 68 o lote de mil, com possibilidade de alta de 44%. "A PqU é a central petroquímica com menor endividamento em dólar, mas vem sofrendo com os aumentos da nafta e com a redução da demanda por seus produtos em função do racionamento de energia", disse. As ações da companhia são as únicas que não tiveram a recomendação alterada - continua a indicação de manutenção. O preço-alvo saiu de R$ 6,70 para R$ 6,40, com potencial de alta de 7,5%. Empresas que se beneficiaramAs empresas que se beneficiam desse quadro, na opinião de Broad, são as do grupo Ultra. As ações da Ultrapar são as preferida do analista por serem mais negociadas que as de sua controlada aberta, a Oxiteno. Ele entende que a companhia se beneficiará dos ganhos da Oxiteno e da controlada fechada, a Ultragaz. Essa última, afirmou, deve ter ganhos com a liberação dos preços de seu principal produto, o gás liqüefeito de petróleo, em algumas regiões do Brasil. A recomendação para as ações da Ultrapar passou de manutenção em carteira para atrativa. O preço-alvo, no entanto, caiu, por conta do risco Brasil. Recuou de R$ 24,30 para R$ 22,40 o lote de mil, com potencial de alta de 58%. A perspectiva para os papéis da Oxiteno melhoraram, pois a empresa tem receita dolarizada. "No curto prazo não há ameaças que possam pressionar a receita da empresa. É a única que produz óxido de eteno no País", afirma ele. A recomendação também saiu de manutenção para atrativa, com potencial de alta de 47,5%.

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