Fator recomenda ações menos vulneráveis

A Corretora Fator Doria Atherino está recomendando aos investidores que direcionem seus recursos para ações defensivas, ou seja, papéis menos vulneráveis a oscilações macroeconômicas. A chefe da área de análise da instituição, Lika Takahashi, afirmou que o momento é de alta volatilidade nas Bolsas devido às incertezas no cenário externo. Ela considera que, no momento, ações do setor de energia elétrica, de bancos e da Companhia Vale do Rio Doce são as melhores opções de investimento.A analista explicou que o crescimento da economia nacional favorece o aumento do consumo de energia, elevando o faturamento das companhias do setor. Entre as sugestões da corretora está Cemig PN (preferencial, com direito a voto), com preço-alvo de R$ 55,00/mil ações, sem especificar prazo, o que corresponde a um potencial de alta de 85,19% em relação à cotação de sexta-feira.As ações da Vale do Rio Doce também são uma boa alternativa. Para ela, a demanda por minério de ferro está elevada e o preço do produto deverá subir em 2001, favorecendo ainda mais os resultados da companhia. O preço-alvo é de R$ 59,52 por mil ações, sem especificar prazo, com potencial de valorização de 37,14% sobre a cotação de sexta-feira.A analista acha que o comportamento das ações do setor bancário deverá ser afetado em breve pela venda do Banespa. Dependendo de quem levar o banco, haverá uma reorganização do segmento no Brasil. Esse fato, afirmou, irá afetar as ações da área no curto prazo, mas ela acredita que os papéis são uma boa opção para o longo prazo. A Fator sugeriu a compra de Bradesco PN e Itaúsa PN, com preços alvo de R$ 19,20 (potencial de alta de 51,18%) e R$ 2,85 (potencial de ganho de 69,64%), respectivamente.Cenário externo preocupaLika disse que está tranqüila quanto ao cenário interno. Segundo ela, os fundamentos macroeconômicos do País estão muito bons e a economia, em crescimento. Sua principal fonte de preocupação é o cenário externo. Entre os problemas, ela destacou o preço do petróleo. A alta do produto deve-se ao aumento do consumo mundial que, por sua vez, decorre de um processo sincronizado de crescimentos econômicos pelo mundo, explicou.Mesmo com os recentes aumentos de produção feitos pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) isso não está sendo suficiente para atender à crescente demanda. Ela projeta um preço médio de US$ 27 por barril para 2001. Lika destacou também que a crise na Argentina é outro ingrediente para gerar nervosismo nas bolsas. Ela acredita que o risco argentino poderá voltar a aumentar, pois espera-se dificuldades políticas na aprovação do orçamento argentino para 2001.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.