Fator recomenda setor têxtil

De acordo com o analista de investimentos da corretora Fator, Paschoal Paione, das cinco empresas que o executivo acompanha - Coteminas, Santista, Alpargatas, Artex e Teka - a recomendação é pela compra das três primeiras e manutenção das outras duas em carteira.O motivo para o bom desempenho das empresas do setor é a desvalorização do real e a redução média de 40% do preço do algodão no mercado internacional. Com isso, os custos da produção ficaram estáveis e as receitas aumentaram.A Santista Têxtil, por exemplo, que detém cerca de um terço do mercado brasileiro de índigo, teve suas ações valorizadas em 87% de maio do ano passado a maio deste ano. O preço do lote de mil ações, cotado em R$ 138,00 na sexta-feira, deve atingir R$ 244,00 no fim do ano, pelas projeções da Fator Doria Atherino.A Artex apresenta queda acumulada de 22,2% nos últimos 12 meses, mas a redução ocorreu principalmente devido à associação com a Coteminas que, por sua vez, está em alta de 4,48%. Indústria Têxtil recupera-se e prevê superávit Depois de três anos de déficit comercial - importações maiores que exportações -, o setor têxtil deverá fechar 2000 com superávit. No primeiro quadrimestre, as exportações somaram US$ 400 milhões, com aumento de 33% em relação ao mesmo período do ano passado. A Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) prevê um crescimento de 5% a 6% no faturamento do setor, na comparação com 1999. O nível de emprego também deve aumentar, passando de 1,4 milhão de trabalhadores no ano passado para 1,5 milhão em 2000.Para aumentar as exportações, as empresas estão fabricando o produto acabado, em vez de tecido. Isso porque o artigo final tem valor maior. Roupas de cama, lingerie e moda praia são os principais produtos considerados "exportáveis".O compromisso das indústrias é investir US$ 12 bilhões nos próximos oito anos. O objetivo é atingir um volume de exportações de US$ 4,3 bilhões até 2005. Em contrapartida, pedem ao governo a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e maior facilidade de importar máquinas e equipamentos.Para aumentar o volume de exportações, a Associação Brasileira do Vestuário (Abravest), que reúne as empresas de confecções, está organizando, em conjunto com o Sebrae e com a Apex - agência do governo para estimular as exportações -, um programa de consórcios de pequenas confecções para produção para o mercado externo. Cada consórcio agrega de 10 a 12 pequenas confecções. O grupo constitui uma nova empresa e contrata um gerente para organizar as operações para o mercado externo.

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