Fatores técnicos e eleitorais pressionam o dólar

O mercado financeiro começa a segunda-feira influenciado pelas mesmas variáveis com que encerrou a semana passada e, portanto, nervoso. Na abertura dos negócios, às 9h20, o dólar comercial estava sendo vendido a R$ 3,960, em alta de 2,19% em relação ao fechamento de sexta-feira. Alguns operadores acreditam que os investidores vão, inclusive, testar uma nova marca para a cotação do dólar: R$ 4,00. Internamente, o que pesa são as pesquisas do final de semana que confirmaram as expectativas de que Lula segue forte junto ao eleitorado e com possibilidades cada vez maiores de se eleger no primeiro turno. Além disso, há os vencimentos de contratos futuros de outubro e de dívida cambial amanhã. A liquidação desses vencimentos é feita pela ptax (taxa média de câmbio) de hoje e os interesses de cada investidor nessas operações estão tendo impacto nas cotações desde a semana passada. A avaliação dos especialistas é de que uma ptax alta interessa à maioria. Essa avaliação deve ganhar força com o fato de o BC não ter conseguido rolar os 70% da dívida que vence amanhã (US$ 1,25 bilhão) no leilão de sexta-feira, como pretendia. Nessa operação de rolagem, o BC ofereceu US$ 800 milhões e, ao final de duas operações, rolou somente 21% do vencimento total (US$ 259,3 milhões). O cenário externo é ruim e os especialistas dizem que é um combustível a mais para as tensões que certamente serão vividas hoje.

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