Fatura de R$ 35 por mês. Sem serviço

O comerciante Pedro Marafon anda de cabeça quente com as operadoras de telefonia. O gaúcho, que veio para Paulo Frontin para trabalhar em uma colônia agrícola e acabou virando dono de bar, não consegue acertar a vida nem com o fixo nem com o celular. "Não vou pagar R$ 50 só para usar o telefone. Eu liguei lá e disse que pagaria somente o que uso, mas eles não aceitaram", contou Marafon, de 70 anos.

O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2011 | 03h05

Mesmo com o sinal instável, ele fez neste ano um contrato com a Claro, dona da torre mais próxima da cidade - na maior parte do tempo, lembra o comerciante, era possível falar ao celular. Com a vantagem de ter ligações grátis ao longo do mês, acabou convencido a assumir a prestação de R$ 35. Porém, como a torre está longe demais para garantir um serviço adequado, faz meses que o aparelho ficou mudo. "Acho que eles viraram a torre para o outro lado."

Como se comprometeu por 12 meses, Marafon espera janeiro chegar para se livrar das mensalidades. Já que não consegue usar o celular, acabou se apropriando do orelhão que fica em frente a seu bar, que usa como telefone pessoal. O orelhão toca, ele atende. Fala com parentes ou com clientes do bar - sem pagar nada. "Esse orelhão está aqui desde que abri o bar, há mais de 20 anos."

Depois de tanta dificuldade com as operadoras, Marafon disse que não está interessado em trocar de chip para usar o sinal da Vivo, que no fim das contas trouxe o celular para a cidade. Problemas de sinal, porém, ele dificilmente terá: a principal torre da empresa na cidade fica bem atrás de seu bar.

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