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Faturamento da indústria cresce 4,5% em novembro, diz CNI

Apesar dos sinais de melhora, o setor voltou a demitir no período e o nível de emprego caiu 0,3%, a 22ª baixa seguida

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

13 de janeiro de 2017 | 12h32

Depois da queda de 3,3% em outubro, o faturamento industrial voltou a crescer em novembro, de acordo com dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na comparação com o mês anterior - e excluindo os efeitos de calendário -, as vendas das fábricas brasileiras aumentaram 4,5% no penúltimo mês do ano passado.

Na comparação com novembro de 2015, porém, o recuo no faturamento da indústria ainda foi de 9,9%. Considerando os 11 primeiros meses de 2016, a queda nas vendas foi de 12,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Em novembro também houve melhora na quantidade de horas trabalhadas na indústria, com alta de 0,7% em relação a outubro. Esse indicador, no entanto, ainda ficou em um patamar 5,1% inferior ao desempenho do mesmo mês de 2015. No acumulado do ano ate novembro de 2016, o tempo de trabalho na produção foi 8,2% menor que o verificado no mesmo período de 2015.

Mesmo com aumento do faturamento e das horas trabalhadas em novembro, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) no parque industrial brasileiro pouco evoluiu, passando de 76,5% - que era o piso da série histórica - para 76,6% ante outubro (de acordo com dado ajustado). A ociosidade nas fábricas ainda ficou 0,9 ponto porcentual superior à verificada no mesmo mês de 2015. 

Emprego. Apesar de darem sinais de melhora na margem no faturamento e na produção em novembro, as fábricas continuaram demitindo. O indicador que mede o emprego no setor continuou sua longa trajetória de queda que vem desde o começo de 2015 e registrou uma baixa de 0,3% em relação a outubro, considerando os efeitos de calendário. Com isso, o índice completou 22 meses consecutivos de baixa. 

Na comparação com novembro de 2015, a redução nos postos de trabalho chegou a 5,5%.De janeiro a novembro, o emprego na indústria obteve um desempenho 7,8% inferior ao registrado nos onze primeiros meses do ano anterior.

Com mais demissões, a massa salarial dos trabalhadores da indústria também recuou, com queda de 2,1% em novembro ante outubro. Em relação à novembro de 2015, a retração foi de 7,7%. Até o penúltimo mês de 2016, o setor teve uma massa salarial 8,6% menor que a do mesmo período de 2015.

No mesmo sentido, o rendimento médio do trabalhador da indústria caiu 1,5% em novembro, e acumula uma queda de 2,3% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Considerando os 11 primeiros meses de cada ano, a queda no rendimento médio dos empregados do setor foi de 0,9%.

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