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Faturamento das franquias cresce 12% em 2002 no Brasil

As empresas brasileiras de franquias faturaram no ano passado 12% a mais que em 2001, segundo levantamento recém-concluído pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) e pelo Instituto Franchising. O setor encerrou 2002 com 650 redes, 56 mil unidades e movimentou R$ 28 bilhões (ante R$ 25 bilhões em 2001). O segmento que registrou melhor desempenho foi o de acessórios pessoais, que incluiu as lojas de calçados, bolsas, cintos, bijuterias e jóias - como Arezzo, Fascar, Vivara, Samello e Blue Spirit. O crescimento foi de 33% e o volume totalizou R$ 548 milhões. O número de redes passou de 16 para 23 e o de unidades, de 596 para 762. As áreas com maior volume de redes ainda continuam a ser as de alimentação, com 127, e esporte/saúde/beleza, com 106, embora não tenham registrado evoluções muito significativas com relação ao faturamento. A expansão foi de 9% e 16% respectivamente. O segmento de acessórios pessoais está sucedendo, em interesse dos investidores, o ramo de educação e treinamento, que esteve em alta nos dois anos anteriores, junto com o de saúde e beleza. Estes, por sua vez, ocuparam o espaço das franquias de fast-food, que foram o principal foco da década de 90.Os números referentes a 2002 mostram que o crescimento do número de redes e unidades foi inferior ao de faturamento, indicando que as empresas estão investindo mais no aprimoramento da produtividade, destacou Marcelo Cherto, do Instituto Franchising. O setor, explicou, registra hoje um grau mais elevado de maturidade, no qual as empresas estão mais focadas em melhorar os resultados do que em expandir a rede. A evolução do número de franqueados no ano foi de 8% e de franqueadores, de 10%. A maturidade está sendo observada dos dois lados, destacou Cherto. Tanto os franqueadores são mais criteriosos ao fechar contrato como os franqueados estão mais atentos à empresa franqueadora. Há alguns anos ocorreu muita euforia nesta área, o que acabou atraindo aventureiros. Nem as empresas se estruturaram direito antes de franquear o negócio nem os interessados estavam preparados para se tornarem empreendedores. Isto ocorre ainda hoje, mas em menor grau, disse Cherto.Depois do boom dos anos 90, o sistema passa agora por nova fase. Tem sido a opção para quem pretende expandir o negócio, mesmo que não tenha capital suficiente para tanto. É uma forma de estabelecer boa cobertura de mercado, mantendo a padronização dos métodos operacionais, a um custo baixo.Os números sobre o desempenho das franquias funcionam como combustível para este mercado. O índice de mortalidade de uma unidade nos primeiros três anos de faturamento fica entre 5% e 10%. E, neste cálculo, estão incluídos os casos em que há mudança de dono mas a operação é mantida. Já quando se trata de estabelecimentos comerciais normais, 59% não chegam ao terceiro ano de vida.CasesA Paquetá Franchising, divisão de varejo do grupo Paquetá, fabricante de calçados, criou em 2000 uma estrutura para implementação do sistema de franquia, que conta atualmente com 15 unidades em operação. Foram cinco inaugurações em 2002 e a previsão é de abrir mais sete lojas este ano. Com sede no Rio Grande do Sul, a empresa instalou franquias em todo o Estado e nas principais cidades do Paraná e Santa Catarina, comercializando diversas marcas de sapatos femininos, masculinos, infantis, tênis e acessórios. A intenção da Paquetá é começar a prospecção no interior de São Paulo no inicio de 2004. O projeto prevê mais 15 unidades até 2006, o que inclui a chegada ao concorrido mercado da capital paulista. De acordo com o diretor Jorge Strassburger, a Paquetá é a primeira franquia de lojas multimarcas de calçados, cujo faturamento médio anual é de R$ 1,5 milhão por unidade. A Arezzo, rede de calçados femininos presente em 90 cidades do País, planeja abrir mais 18 lojas este ano e elevar em 10% o faturamento da rede, que foi de R$ 300 milhões em 2002. As 192 lojas comercializaram no ano passado 3 milhões de pares. Os alvos são cidades do Estado de São Paulo, Belo Horizonte e a região Sul.

Agencia Estado,

28 de maio de 2003 | 13h13

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