Faturamento das micro e pequenas empresas cai 5,5%

As micro e pequenas empresas do Estado de São Paulo registraram uma queda de 5,5% no seu faturamento em agosto ante igual período do ano passado, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo Sebrae. O levantamento revelou que esse desempenho representa uma perda estimada de R$ 1,4 bilhão para o segmento. O faturamento médio foi de R$ 15.367, o pior resultado registrado para um mês de agosto desde 2003, quando o rendimento médio foi de R$ 14.497.Para o Sebrae, o resultado é "preocupante". "A hipótese mais otimista para o desempenho das micro e pequenas empresas é de ´empate técnico´ entre 2005 e 2006. Dificilmente, em 2006, os pequenos negócios terão um desempenho melhor do que em 2005", avaliou o diretor superintendente do Sebrae-SP, José Luiz Ricca.Na comparação com julho, o Sebrae verificou em agosto um aumento no faturamento de 1,2%, o que representou uma receita adicional de R$ 244 milhões para as micro e pequenas empresas. De acordo com os técnicos do Sebrae, o resultado se deve ao fato de agosto ter tido dois dias úteis a menos e ao Dia dos Pais.A indústria foi o setor que apresentou o melhor desempenho em agosto, com alta de faturamento de 3,7% ante o mesmo mês do ano passado. Já comércio e serviços tiveram queda de 6,9% e 8,9%, respectivamente, na mesma base de comparação.Apesar do resultado, o gasto total com folha de salários nas micro e pequenas empresas aumentou 3% em agosto ante igual período do ano passado. Na comparação com junho, a alta foi de 2,1%. De acordo com o Sebrae, este foi o melhor agosto dos últimos quatro anos, registrando um gasto médio com salários de R$ 1.957 por micro e pequena empresa, "o que reflete a tendência de recuperação dos salários na economia". Por setores, a indústria foi o que mais aumentou seus gastos com os salários, com uma alta de 4,5%. Em seguida veio o setor de serviços, com um aumento de 2,9%, e o de comércio, com 2,5%.O Sebrae realizou também pesquisa sobre as expectativas dos empresários, e revelou que o resultado é "desanimador". Aqueles que afirmaram não saber como seu faturamento iria evoluir no ano passaram de 16% em agosto para 23% em setembro, e caíram de 54% para 45% os que esperam manter neste ano o mesmo resultado verificado em 2005. Subiu de 27% para 28% os que esperam melhora nos negócios, e manteve-se em 4% a proporção dos que acreditam que seu faturamento irá piorar neste ano.Com relação à economia brasileira, passou de 54% para 44% a proporção dos que esperam estabilidade neste ano, e subiu de 16% para 23% a dos que não sabem como será a evolução da economia brasileira neste ano. Passou de 23% para 24% a parcela dos que esperam uma evolução positiva neste ano, e de 7% para 9% os que acreditam numa piora da economia brasileira.

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