Faturamento das micro e pequenas empresas cresce 4,1% em outubro

O faturamento das micro e pequenas empresas paulistas somou R$ 837 milhões em outubro, com alta de 4,1% em relação a setembro, de acordo com a Pesquisa de Conjuntura divulgada nesta sexta-feira pelo Sebrae-SP. No mês, foram cridos 21 mil novos empregos (alta de 0,4 % em relação ao mês passado). Nos últimos 12 meses a receita dessas empresas aumentou em R$ 747 milhões, com um crescimento de 3,7% e foram criadas quase 200 mil novas vagas no setor.O levantamento foi feito junto a 2,7 mil micro e pequenas empresas paulistas da indústria da transformação, comércio o serviços. A pesquisa indicou um bom desempenho no comércio, que registrou um aumento do faturamento em outubro de 7,6%, em relação ao mesmo mês do ano passado, e uma alta acumulada nos últimos 12 meses de 4,2%. O Sebrae atribuiu esse resultado à recuperação do consumo interno em 2005.Os serviços continuaram no ritmo de recuperação e fecharam o faturamento de outubro com alta de 4,4% (em relação a setembro) e 11% em 12 meses. O desempenho dos setores de comércio e serviços "reflete a melhoria da massa de rendimentos reais que, segundo estimativas a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) subiu 3,9%, comparando outubro/05 a outubro/04", de acordo com o estudo.O único setor que apresentou queda do faturamento foi a indústria, que registrou uma queda de 3,9% em relação a setembro e uma redução de 5,9% no acumulado do ano. Os empregos no setor seguiram a tendência e caíram 1,1% em relação ao mês anterior e 2,9% no acumulado do ano.Em análise divulgada pela Assessoria Pesquisas Econômicas do Sebrae do Sebrae, o economista Pedro João Gonçalves, destacou que "os resultados apresentados pelas micro e pequenas indústrias são um claro reflexo do impacto dos juros elevados". Ele ressaltou que, "enquanto isso, comércio e serviços ainda se beneficiam do aumento da ocupação e da renda dos trabalhadores e da maior oferta de crédito ao consumidor".ProjeçõesO economista acredita que dificilmente as micro e pequenas indústrias conseguirão reverter o quadro negativo até o fim do ano, mesmo com as quedas sucessivas da Selic. "Elas devem fechar 2005 com desempenho inferior a 2004", afirmou.Para o superintendente da Sebrae em São Paulo, José Luiz Ricca, é necessário "que o ritmo da redução dos juros continue nos próximos meses para que o primeiro semestre de 2006 seja positivo para as micro e pequenas empresas". "Também devemos ficar atentos ao comportamento da inflação", emendou.

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