Faturamento de franquia de food service deve crescer 27%

O faturamento das franquias do setor de food service deverá crescer 27% em 2012 ante 2011. No ano passado, a receita bruta desses estabelecimentos foi de R$ 7,3 bilhões, aumento de 17% ante 2010. Os dados são da Associação Brasileira de Franchising (ABF) e da consultoria ECD Food Service na pesquisa ''Panorama Global das Franquias do Setor de Food Service'' divulgada nesta quinta-feira com 3.181 unidades de 40 marcas franqueadas, representantes de 32% das que operam no mercado nacional.

SUZANA INHESTA, Agencia Estado

23 de agosto de 2012 | 17h29

Para o coordenador do Grupo Setorial de Redes de Alimentação da ABF, João Baptista Jr, em nota, a previsão para 2012 se baseia na abertura de novas lojas e um segundo semestre mais ativo do que o primeiro. "O número de lojas deverá crescer cerca de 25% em 2012", disse. "O setor de alimentação é muito importante dentro do franchising brasileiro. É o segmento que possui o maior número de associados à ABF, o que tem a maior quantidade de unidades e, sem dúvidas, o que mais gera empregos", afirmou o presidente da ABF, Ricardo Bomeny, também no comunicado.

O estudo ainda mostrou que, em 2011, a região Norte-Nordeste foi a área onde houve maior crescimento. "Atualmente o Nordeste concentra 10% das lojas do País. Em 2014, 27% das novas lojas estarão nas regiões Norte-Nordeste, consideradas as novas fronteiras de crescimento das franquias", declarou Enzo Donna, da ECD Food Service, coordenador da pesquisa, também na nota.

A região Sudeste continua sendo o principal "polo" de lojas, apesar de uma redução no ritmo de aberturas. Em 2011, foram 65% e em 2014 estima-se que 49% das lojas estarão no Sudeste. A região Centro-Oeste apresenta um índice instável para os próximos anos (10% a 12% de crescimento). O Sul do Brasil continua em ritmo de declínio gradual, em 2011 foram 11% e a expectativa para 2014 é de 7%.

Na análise de maior concentração de abertura de lojas, o shopping continua sendo o líder, com 57% em 2011. A expectativa para os próximos três anos, apesar do crescimento nas lojas de rua, é que o shopping continue o local mais relevante, pois atrai um público significativo e gera um tráfego intenso. Já as lojas de rua se mantiveram na mesma posição da pesquisa em comparação a 2010, com 30%, um aumento de 5,8%. Os hipermercados e galerias comerciais são menos representativos, com 7% e 1% respectivamente. Com a vantagem do custo menor, a expansão de quiosques se dá predominantemente nos shoppings, com 78% de presença, seguida de hipermercados (6%) e galerias comerciais (2%).

O tíquete médio em 2011 (R$ 21,81) cresceu 8,84% com relação a 2010. Já em 2012, considerando o período entre os meses de janeiro e maio, esse valor cresceu 5,57% (R$ 23,03).

Com relação ao custo de ocupação, principal problema apontado pelo setor, os aluguéis em shoppings aumentaram 12% em relação a 2010. Nas lojas de rua o aumento foi de 14% e nas galerias, de 7%. Já o custo das mercadorias foi impactado pelo aumento nas matérias-primas em 11%. Os setores onde houve maior aumento foram os de carne bovina, hortifrutigranjeiros e frutos do mar.

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