Faturamento de micro e pequenas empresas cai 52,6% em 5 anos

O faturamento médio real das micro e pequenas empresas paulistas caiu, em cinco anos, 52,6%, de acordo com pesquisa divulgada no início da tarde de hoje pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP). O resultado negativo influiu diretamente no desempenho, considerado "fraco", do primeiro semestre deste ano. Em relação a 2002, a queda registrada foi no período foi de 11,9%.Segundo o superintendente do Sebrae-SP, José Luiz Ricca, uma série de crises externas e internas, tais como as da Argentina e Rússia e o racionamento de energia, além da elevada taxa de juros e do aumento da carga tributária que cresceu quase 40% nos últimos dez anos, contribuíram para o baixo desempenho do setor nos últimos anos. Na avaliação de Ricca, o segmento é o primeiro a sentir o impacto da conjuntura adversa. "O primeiro impacto é na pequena e micro empresa. Elas são também as últimas a se recuperarem", comentou.PerspectivasRicca afirmou que o segmento "chegou ao fundo do poço". Segundo ele, a situação "não tem por onde piorar". Mas, apesar do quadro, ele afirmou que há expectativa de melhora no segundo semestre deste ano. "A perspectiva é de melhora, já que há expectativa de recuperação de parte da renda dos trabalhadores e porque a inflação parece estar sob controle", comentou. Ricca voltou a defender uma legislação específica para as micro e pequenas empresas. Ele reiterou que o Sebrae está à frente do movimento que faz esforço para sensibilizar o Congresso para a necessidade de o segmento ter um tratamento diferenciado. "Não queremos benesse, mas sim sermos tratados de maneira adequada e justa, já que a realidade do setor é outra", comentou.

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