Faturamento de microempresas aumenta 10,7%

Segundo o Sebrae-SP, a maior expansão foi registrada no setor industrial, que avançou 19,7% no semestre

Carolina Freitas, O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2010 | 00h00

O faturamento real (descontada a inflação) das micro e pequenas empresas cresceu 10,7% no primeiro semestre de 2010, em relação ao mesmo período de 2009, segundo a Pesquisa de Conjuntura do Sebrae-SP, divulgada ontem. Para os analistas da entidade, o resultado mostra uma recuperação do segmento após os impactos da crise econômica mundial, no ano passado.

O setor mais atingido pela crise, a indústria, teve a maior alta na comparação entre semestres, de 19,7%. Os serviços cresceram 11,5%, enquanto o comércio teve expansão de 7,1%. O estudo tem como base dados de 2.716 empresas do Estado de São Paulo, dos setores de indústria, comércio e serviços.

A região com maior alta no faturamento foi o interior (11,7%), seguido pela capital (10%) e pela região metropolitana (9,7%). No Grande ABC, o crescimento foi de 8,7%.

Na análise do desempenho mensal, o faturamento real caiu 3,7% em junho, na comparação com maio, mas subiu 5,6% em relação a junho do ano passado. A pesquisa relaciona a queda das receitas em junho ao aquecimento do comércio em maio, com a compra de presentes para o Dia das Mães, e ao desaquecimento em junho, por conta da interrupção das atividades em três dias úteis do mês, para jogos da Copa do Mundo. "Essa queda era esperada", informa o estudo.

Junho de 2010 foi o nono mês consecutivo de aumento no faturamento das micro e pequenas empresas na comparação anual (em relação ao mesmo mês do ano anterior). Em junho, a receita total dessas companhias ficou em R$ 23,5 bilhões. De maio a junho, houve redução de R$ 905 milhões no faturamento. Entre junho de 2009 e junho de 2010, o aumento foi de R$ 1,2 bilhão.

Expectativa. Os micro e pequenos empresários mostraram-se otimistas com o futuro - 40% dos ouvidos pelo Sebrae-SP dizem acreditar na manutenção do faturamento de suas empresas pelos próximos seis meses, enquanto 34% esperam um aumento das receitas. O otimismo mantém-se na hora de avaliar a economia brasileira. Para 39% dos entrevistados, o nível de atividade nos próximos seis meses ficará estável. Para 34%, a economia se aquecerá ainda mais.

O nível de incerteza ficou "elevado", na opinião dos pesquisadores - 25% dos empresários não sabem como evoluirão as receitas da empresa nos próximos seis meses.

"É provável que os aumentos nos juros básicos da economia tenham contribuído para a incerteza sobre o futuro. Os aumentos podem refrear o ritmo de crescimento da economia e, portanto, das vendas das micro e pequenas empresas", informa o texto da pesquisa.

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