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Faturamento de microempresas de SP cresceu 4% em 2007

Trata-se do melhor resultado do setor desde 2002

Amanda Valeri, da Agência Estado,

12 de fevereiro de 2008 | 13h16

As micro e pequenas empresas (MPEs) do Estado de São Paulo fecharam 2007 com um crescimento de 4% no faturamento real, em relação a 2006. Foi o melhor resultado desde 2002. Com esse avanço, a receita das MPEs no ano passado totalizou R$ 261,7 bilhões, com a injeção de R$ 10,1 bilhões a mais no caixa destes pequenos negócios.Os dados são da pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae), realizada em parceria com a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), que ouviu 2,7 mil micro e pequenas empresas paulistas dos setores de comércio, indústria de transformação e serviços.Na avaliação do gerente do Observatório das Micro e Pequenas Empresas, Marco Aurélio Bedê, a melhora na atividade econômica do País refletiu no desempenho das microempresas no ano passado. "Em 2006, os juros elevados e a concorrência dos produtos importados haviam prejudicado o desempenho das pequenas empresas", destacou. "Porém, em 2007, o cenário de inflação em baixa, queda de juros, recuperação da renda do trabalhador e o aumento das opções de crédito ao consumidor levaram à ampliação do consumo das famílias, possibilitando um cenário mais próspero ao mercado interno", emendou.Para 2008, a entidade estima que o ritmo permaneça na velocidade verificada em 2007. Segundo o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella, os resultados observados confirmam a expectativa do início do ano passado e devem repetir este ano. "Ainda que ocorra alguma desaceleração no cenário externo, nossa expectativa é de manter o ritmo de crescimento em, pelo menos, 4% em 2008", afirmou Tortorella.Segundo levantamento do Sebrae, no mês passado, 47% do empresários do setor entrevistados disseram esperar que o faturamento de sua empresa se mantenha estável nos próximos meses, enquanto 43% disseram acreditar em crescimento da receita. Já em relação ao nível de atividade da economia, 52% acreditaram que ele irá se manter nos próximos meses e, 42% apostaram na melhora.

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