Faturamento de pequenas e micro empresas cai 14,2% em maio

O faturamento real das micro e pequenas empresas de São Paulo recuou 14,2% em maio deste ano ante mesmo período de 2002. Foi o pior desempenho para meses de maio desde o início da Pesquisa de Conjuntura do Sebrae em 1998. Os níveis de pessoal ocupado e de gastos com salários também tiveram o pior maio da série, com queda de 0,5% e 11,8% respectivamente, na comparação com o mesmo mês de 2002. A queda no faturamento só não foi pior por conta do Dia das Mães, considerada a segunda melhor data pelo comércio em termos de vendas, de acordo com Marco Aurélio Bedê, gerente de pesquisas do Sebrae-SP. Na comparação das vendas entre abril e maio de 2003, houve aumento de 1,8%. Na base comparativa de 12 meses, o setor de serviços teve o pior desempenho, com queda de faturamento real de 17,1%, seguido por comércio (-16,9%) e pela indústria (-8,6%). Em gastos salariais, a indústria recuou 12,6%; o comércio, -12%; e os serviços, - 10,4%. As contratações recuaram 5,3% na indústria e aumentaram ligeiramente no comércio (1,8%) e em serviços (0,7%). Mesmo com a oferta de microcrédito a juros mensais de 2% via BNDES, conforme plano anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o impacto positivo nas vendas das micro e pequenas empresas será pequeno, de acordo com Bedê. Mas poderá, pelo menos, evitar mais demissões, afirma. Os últimos três meses do ano devem apresentar um cenário um pouco mais favorável, por conta das encomendas para o Natal. A pesquisa mensal do Sebrae ouviu 2.716 empresas, de um universo de 1,05 milhão de MPEs cadastradas na Fundação Seade.

Agencia Estado,

03 Julho 2003 | 15h47

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