Faturamento de pequenas empresas cresceu 3,7% em agosto

O faturamento das micro e pequenas empresas (MPEs) do Estado de São Paulo cresceu 3,7% em agosto para R$ 18,8 bilhões, na comparação com o mês anterior. As informações foram divulgadas nesta terça-feira pelo Sebrae-SP, que também destacou que, primeira vez no ano, as MPEs registraram aumento real de faturamento, de 0,9%, na comparação dos últimos 12 meses.De acordo com o Sebrae-SP, após amargar um primeiro semestre "fraco", o segmento começa a dar sinais de recuperação, principalmente, em virtude de setores ligados ao comércio exterior, como a indústria, que continuam sendo os mais beneficiados, mas o mercado interno vem dando sinais de reação e os números do Comércio e Serviços estão melhores. No entanto, o faturamento real das MPEs continua em queda, de 7,8%, no período acumulado entre janeiro e agosto, na comparação com os oito primeiros meses de 2003.Outros números da Pesquisa de Conjuntura que estariam comprovando a tendência de recuperação ficaram por conta do pessoal ocupado, que cresceu 0,7% em agosto, em relação a julho, com a geração de 34 mil novos postos de trabalho. No mesmo período, o gasto total com salários, também cresceu 1,2%, em relação a julho, e 4,8% na comparação dos últimos 12 meses.Para o superintendente do Sebrae-SP, José Luiz Ricca, a atual pesquisa mostra que o mercado interno começa agora a dar os primeiros sinais consistentes de recuperação, tendo em vista que a grande maioria das pequenas empresas depende basicamente do mercado interno. "É uma boa notícia, mas deixa claro que o crescimento do País está baseado nas exportações. Para a grande maioria dos brasileiros a recuperação econômica ainda não foi sentida de fato, no dia-a-dia", avalia, em comunicado à imprensa.Segundo o levantamento por setores de atividade, a Indústria foi o setor que teve a maior alta no faturamento real: 5,8% na comparação entre agosto e julho; e 7,4% em relação a agosto de 2003. O desempenho, de acordo com o Sebrae-SP, foi puxado pela possibilidade de vender insumos e componentes aos segmentos exportadores da economia brasileira, e, possivelmente, para segmentos que atendem o mercado interno e que foram beneficiados pelas melhores de crédito na economia.O setor de Serviços também apresentou números positivos quanto ao faturamento, na comparação mensal, com crescimento real de 3,9% em agosto frente a julho. Em relação ao mesmo período do ano passado, entretanto, houve diminuição de 3,3%.No Comércio, houve crescimento de 2,5% na receita, na comparação com julho, com resultado favorecido pelas vendas do Dia dos Pais. Em relação a agosto de 2003, no entanto, a receita dos pequenos negócios permaneceu praticamente estável (-0,1%).Por regiões, a pesquisa do Sebrae-SP mostrou que, em agosto, as empresas da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) tiveram aumento no faturamento real de 5,7%, ante julho. Em relação a agosto do ano passado, porém, houve queda de 0,3%. As MPEs do interior paulista registraram aumentos de 1,7% e 1,8% nas comparações com julho de 2004 e agosto de 2003, respectivamente. As empresas do Grande ABC, apesar de registrarem aumento no faturamento real de 5,4%, na comparação com o mês anterior, viram sua receita diminuir 6,4% na comparação de 12 meses.Quanto ao cenário econômico futuro para as micro e pequenas, o Sebrae-SP diz que os próximos meses terão resultados positivos, com a continuidade do ritmo de retomada do crescimento, embora de maneira lenta, em virtude da recuperação, ainda tímida, do rendimento real do trabalhador brasileiro.O levantamento dos Indicadores Sebrae-SP é realizado mensalmente junto a 2,7 mil micro e pequenas empresas da indústria de transformação, comércio e serviços de todo o Estado de São Paulo.

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