Faturamento de TVs por assinatura sobe 7,6%

O faturamento bruto do setor de TV paga somou R$ 980,6 milhões no segundo trimestre, uma alta de 7 6% em relação aos R$ 911 milhões registrados de janeiro a março, de acordo a Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA). "A indústria cresce com robustez, não apenas em seu principal serviço, que é o de TV paga, mas também nos outros que já oferece", disse o presidente do Conselho Diretor da ABTA, Francisco Valim. "Os investimentos dos últimos dez anos começaram a dar resultados agora." Pelas projeções da ABTA, o faturamento do setor deve chegar a R$ 4 bilhões neste ano. Em 2003, a indústria faturou R$ 3,4 bilhões. A ABTA, no entanto, registrou uma alta de apenas 0,5% na base de assinantes, que somaram 3,59 milhões no segundo trimestre, contra 3,57 milhões em março. Em dezembro, o número de assinantes era de 3,54 milhões. Um dos serviços que mais cresceram foi o de banda larga, que atingiu 269,8 mil usuários em junho, alta de 12,9% frente os 239 mil registrados em março. Essa expansão já havia sido sentida nos primeiros três meses do ano, quando foi registrado um crescimento de 17,8% em relação ao último trimestre de 2003. O diretor-executivo da ABTA, Alexandre Annemberg, destacou que os números positivos do segundo trimestre comprovam a recuperação da economia. "Aguardávamos a recuperação do País para voltar a crescer e é isso que está acontecendo agora." A ABTA informou que no primeiro trimestre as assinaturas foram responsáveis por 88,1% do faturamento. Os serviços de banda larga responderam por 4,9%, a taxa de adesão por 2% e o serviço de pay per view por 1,3% - as outros receitas (como publicidade) ficaram com o restante. Annemberg disse que, se o crescimento da economia se mantiver no ritmo atual, a base de assinantes deve subir de 2,5% a 3%, na comparação com o ano passado, quando havia 3,5 milhões de clientes.

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