Faturamento do comércio cai 6,3% em setembro

Os dados da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) sobre o faturamento varejista em setembro podem ter adiantado o cenário negro que o mercado financeiro espera para a produção industrial e as vendas no varejo do mesmo mês, que são calculados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com nota à imprensa divulgada hoje, o faturamento do comércio da Região Metropolitana de São Paulo caiu 6,3% na comparação com agosto.Esta foi a maior queda no faturamento na margem calculada pela Fecomercio desde janeiro, quando recuou 29,2% ante dezembro, mas vale ressaltar que a instituição não divulga os números absolutos do setor. O assessor econômico da Federação, Altamir Carvalho, minimizou a queda de setembro informando que os números da margem não estão dessazonalizados. "Desta forma, um fato específico de um setor no período ou o diferente número de dias úteis nos dois meses consultados pode gerar uma distorção", explicou.A queda do faturamento, segundo a Fecomercio, foi puxada pelas lojas de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, que apresentaram um recuo de 11,7% em setembro ante agosto. De acordo com ele, o desaquecimento do setor pode estar relacionado com alguns indícios apurados pela Federação, como o aumento do endividamento da população de São Paulo. Depois de eletrodomésticos, o setor que apresentou a maior queda foi o das concessionárias de veículos (-11,5%).O único segmento a apresentar um crescimento de faturamento nesta base de comparação foi o de lojas de vestuário, tecidos e calçados, que subiu 2,1%. As demais divisões feitas pela Fecomercio registraram variações negativas de um mês para o outro.Faturamento em 2005 é maior Os dados da Fecomércio mostram ainda que, na comparação com o mesmo mês de 2004, os dados do comércio varejista seguem positivos. Por meio de nota à imprensa, a Fecomercio informou que o faturamento real apresentou um crescimento de 3% nesta base de comparação.De acordo com o documento, o bom desempenho das vendas de vestuário, tecidos, calçados e autopeças e acessórios ancorou o comércio no período. No acumulado do ano, o faturamento do varejo registra alta de 2,4%, resultado semelhante ao verificado até agosto (2,3%).

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