Faturamento do comércio em SP cai 1,14% em fevereiro

O faturamento do comércio varejista na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) cresceu 2,06% em fevereiro ante o mesmo mês de 2004, de acordo com a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV) da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), divulgada hoje. Na comparação com janeiro, no entanto, houve um recuo do faturamento de 1,14%. Mesmo assim, no bimestre, o índice registra um crescimento acumulado 3,35%.A assessoria econômica da Fecomercio ressalta que, embora positivo, o resultado se dá sobre uma base relativamente fraca. "O primeiro bimestre de 2004 foi o período do ano mais fraco para as vendas", compararam os economistas da instituição na nota.A PCCV é realizada mensalmente pela Fecomercio desde 1979. Integram a análise itens como faturamento real, faturamento nominal e vendas físicas das empresas. O estudo verifica o desempenho de lojas de comércio automotivo, eletrodomésticos, vestuário e supermercados, entre outros segmentos.Crédito favorece crescimentoO comportamento do varejo no mês passado foi marcado pela continuidade da expansão concentrada em alguns segmentos, enquanto outros registram quedas igualmente expressivas. "Esta assimetria indica que o consumo está concentrado nos segmentos em que o crédito é determinante: facilidade de acesso, custo atrativo e prazos mais longos são eficazes na hora de atrair o consumidor", avaliaram os economistas da Federação.Eles afirmam, no entanto, que a forte expansão do crédito está baseada principalmente na confiança dos consumidores, que se mantém elevada. De acordo com pesquisa divulgada pela Fecomercio neste mês, esse nível alto de confiança está fundamentado nas expectativas da população de um futuro melhor em termos de renda e emprego.Segundo a assessoria econômica, o comportamento do faturamento dos supermercados, por exemplo, demonstra que os setores que dependem mais do aumento efetivo do emprego e da renda não apresentam desempenho positivo. A manutenção desse cenário de crescimento com base na expansão do crédito e pela alta confiança, dizem os economistas, será o crescimento do nível de endividamento e inadimplência.A Fecomercio aproveitou o documento sobre o desempenho do faturamento varejista em fevereiro para alertar para o fato de que o aperto monetário, que teve início em setembro, pode começar a ter efeitos restritivos sobre o crédito. "Além disso, após um período longo de aquisição de novos clientes de crédito, a base de expansão dos empréstimos começa a ficar rarefeita e com uma qualidade inferior de tomadores potenciais", disseram.

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