Faturamento do comércio tem o 2º menor crescimento do ano

O faturamento do comércio na região metropolitana de São Paulo registrou em setembro o segundo o menor crescimento do ano. De acordo com a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista da Federação do Comércio doEstado de São Paulo (Fecomercio), a alta foi de 4,15% ante o mesmo mês de 2003. Este é a menor taxa neste tipo de comparação desde março, quando a elevação foi de 2,76%.Em relação a agosto, houve queda de 5,10%, nível mais intenso do que o observado no mês anterior, quando foi registrada variação negativa de 2,55%. Segundo a assessoria econômica da Fecomercio, o dado é relevante por ser superior ao padrão sazonal negativo de setembro, que normalmente apresenta movimento aproximadamente 3,5% menor do que no mês anterior.A taxa acumulada no ano até setembro também mostra resultado inferior ao do mês anterior. Em agosto, a alta atingiu 7,06% e no mês passado caiu para 6,74%.Razões para o desaquecimentoSegundo os economistas da Federação, é possível apontar duas razões para a desaceleração que é registrada desde agosto: a base de comparação mais forte, já que no segundo semestre do ano passado a economia começou a se aquecer, e os indicadores menos positivos no cenário interno. Para a assessoria econômica, os bons resultados obtidos até agora são baseados mais na forte expansão do crédito para as pessoas físicas, cujo volume neste ano cresceu 21% até setembro. Somente o crédito pessoal aumentou, no mesmo período, 31%, segundo dados do Banco Central. PerspectivasA Federação prevê que o faturamento do setor continue desacelerando até o final do ano e atinja um crescimento de 5% ante 2003. "As perspectivas para o Natal também não tendem a mostrar resultado tão expressivo, devendo registrar alta em torno de 4% sobre dezembro do ano passado", avaliaram os economistas.Eles alertam para o fato de que as perspectivas para o futuro podem ser comprometidas, caso tenha continuidade a opção do Banco Central de prosseguir com a elevação sistemática da taxa básica de juros, a Selic. "Isso inevitavelmente age nas expectativas tanto dos agentes econômicos quanto dos consumidores, inibindo investimentos, encarecendo o crédito e reduzindo sua oferta, o que reduz a propensão ao consumo", afirmaram.

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