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Faturamento do comércio varejista cresce 4,1% em novembro

O faturamento do comércio varejista da Grande São Paulo registrou um aumento de 4,1% em novembro de 2005 ante o mesmo mês de 2004, de acordo com levantamento divulgado hoje pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio). Na comparação com outubro, os dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV) da entidade mostraram aumento menos expressivo, de 1,9%. No acumulado de 2005 até novembro houve alta de 2,8% sobre o resultado do mesmo período do ano anterior.Na avaliação da Fecomercio, em relação ao fechamento do ano, o setor deverá acompanhar o comportamento geral da economia brasileira, cujo Produto Interno Bruto (PIB) de 2005 "tende a mostrar crescimento menor que o projetado no início do ano". Cálculos da entidade apontam que o resultado do varejo ficará em torno de 3% no período, em comparação a 2004.Ontem, por meio de sondagem feita em único dia de dezembro na capital paulista, que apontou expansão de 1% nas vendas do mês passado, a Fecomercio informou que revisou sua projeção para o desempenho do comércio varejista em dezembro, prevendo uma alta entre 1% e 3% ante o mesmo período de 2004. A expectativa inicial era de uma expansão entre zero e 2%.Desempenho por segmentoDe acordo com a Fecomercio, o desempenho de novembro foi puxado pelo bom comportamento das vendas dos supermercados e das lojas de vestuário, tecidos e calçados. O faturamento real do segmento supermercadista cresceu 11,5% sobre novembro de 2004. Já o segmento de vestuário, tecidos e calçados registrou o aumento mais expressivo de todos os pesquisados, de 15,3%, no mesmo período, ainda que tenha apresentado desaceleração frente a outubro de 2005, quando havia crescido 17% sobre outubro do ano anterior.A entidade destacou que o desempenho deste segmento, ao longo de 2005, garante o maior crescimento acumulado dentre todos os grupos analisados pela PCCV: 14,2%. Em relação aos supermercados, a Fecomercio constatou queda de 1,3% no acumulado do ano passado, mas ressaltou que a "forte concorrência, principalmente entre as grandes redes, e o crescimento de vendas de produtos importados, estimulada pela apreciação do câmbio", deverão alavancar o desempenho do segmento no resultado do final do ano, neutralizando as perdas do setor supermercadista, que poderá fechar 2005 com resultado próximo de zero.Quanto aos desempenhos negativos, o levantamento mostrou que as lojas de eletrodomésticos e eletroeletrônicos; de móveis e decoração; e de departamentos registraram quedas acentuadas de movimento de novembro. Em relação ao mesmo mês de 2004, foram constatadas reduções no faturamento real de 5,4%, 6,1% e 17%, respectivamente.

Agencia Estado,

04 de janeiro de 2006 | 15h25

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