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Faturamento do mercado editorial cresce 9,7%

Em 2008, o mercado editorial brasileiro apresentou crescimento de 9,7% em termos nominais (4,9% em termos reais) no faturamento em relação ao ano anterior, não sentindo, portanto, efeito da crise econômica global. A informação foi revelada pela pesquisa anual sobre Produção e Venda do Setor Editorial Brasileiro, encomendada à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP e divulgada ontem, no Rio.O total arrecadado foi de R$ 3,3 bilhões ante R$ 3,01 bilhões de 2007. "Foi um bom ano, mas o mercado continua atrelado às compras do governo", diz Leda Maria Paulani, coordenadora da pesquisa, apresentada pelo Sindicato Nacional dos Editores e Livreiros (Snel) e Câmara Brasileira do Livro (CBL). "Descontando as compras governamentais e observando só o crescimento do mercado (1,9%), a situação muda e pode-se afirmar que o ano não foi tão bom."Segundo ela, a crise econômica não provocou efeito tão devastador, pois o mercado poderia ter atingido até 2,2% de crescimento. Mesmo assim, os números foram festejados por representantes do setor. "O preço médio dos livros caiu, o que contraria comentários feitos pelo presidente Lula e pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, de que o mercado livreiro não tem colaborado", diz Sônia Machado Jardim, presidente do Snel. O valor médio por unidade vendida variou de R$ 8,58 em 2004 para R$ 8 em 2008. "Isso demonstra um fator de aumento na concorrência, ou seja, o mercado tornou-se mais competitivo, com promoções mais agressivas e incentivo de novas formas de venda como o porta a porta e as edições de bolso."Um dos efeitos da crise foi notado na produção de livros, que caiu 3,17%: foram 340,2 milhões de exemplares produzidos em 2008 ante 351,4 milhões em 2007. "Por outro lado, os títulos em primeira edição cresceram 4,46%", observa Rosely Boschini, presidente da CBL. Em 2007 foram 18.356 ante 19.174 em 2008. Outro dado curioso foi o aumento na quantidade de livros religiosos, subsegmento que mais cresceu, atingindo 21,8%. "Era um fato isolado que se tornou tendência", comenta Sônia, que desconhece a parcela de crescimento que pode ser creditada como leitores em geral e não apenas de obras estritamente religiosas. Por outro lado, os didáticos apresentaram a maior redução na quantidade de exemplares (17,82%).O aumento no número de universidades e, por extensão, o de alunos contribuiu para o crescimento no número de títulos científicos, técnicos, profissionais, atingindo 34,5%. "Os números refletem, de uma certa forma, o crescimento na quantidade de universitários segundo levantamento do IBGE, que apontava cerca de 10 milhões em 2000 e cerca de 15 milhões em 2006", observa Sônia.Os efeitos da crise econômica poderão ser mais visíveis no levamento a ser feito em 2010, com os números deste ano. "Novamente, poderemos não ter uma temporada tão boa", avalia Leda. "Mesmo com a esperada recuperação da economia neste segundo semestre, a falta de incentivo e a queda de consumo que marcaram os primeiros seis meses poderão puxar as cifras para baixo." NÚMEROSR$ 3,3 bilhõesfoi a receita do mercado editorial brasileiro em 2008. No ano anterior, esse número havia ficado em R$ 3,01 bilhõesR$ 8 foi o preço médiodos livros vendidos no País no ano passado. Em 2004, esse valor médio era de R$ 8,58340,2 milhõesde livros foram produzidos no Brasil no ano passado, menos que em 2007, quando a produção ficou em 351,4 milhões

Ubiratan Brasil, O Estadao de S.Paulo

12 de agosto de 2009 | 00h00

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