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Faturamento do pequeno varejo de SP cai 1,2% em 2007

O pequeno varejo do Estado de São Paulo encerrou 2007 com queda de 1,2% no faturamento real (recita obtida, descontada a inflação), na comparação com o ano anterior. Apesar do desempenho negativo, as vendas nas micro e pequenas empresas do varejo paulista cresceram 2,5% em dezembro do ano passado, ante o mesmo mês de 2006. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Pequeno Varejo (PCPV) da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio). Dos sete grupos analisados, cinco apresentaram quedas no fechamento do ano.De acordo com a instituição, o resultado negativo da PCPV é reflexo do mau desempenho das lojas de Alimentos e Bebidas e Autopeças e Acessórios, que durante o ano passado apresentaram quedas significativas. O grupo de Alimentos e Bebidas, que é o maior contribuinte para o resultado geral da PCPV devido à importância no orçamento das famílias, apresentou recuo de 12,1% no faturamento do ano passado, ante 2006. Apesar da variação negativa, o setor apresentou avanço de 2,8% nas vendas em dezembro de 2007, ante o mesmo período de 2006.SetoresO destaque do PCPV do ano passado ficou por conta das Lojas de Vestuário, Tecidos e Calçados, que apresentaram crescimento de 11% no faturamento real em relação a 2006. Em dezembro de 2007, o setor registrou alta de 11,6%, ante o mesmo mês do ano anterior. Segundo a Fecomercio-SP, a elevação foi reflexo do forte frio em alguns momentos do inverno de 2007 e a expansão da renda e do crédito.Outro desempenho positivo apurado pela pesquisa foi no grupo de Lojas de Móveis e Decoração que, na mesma base de comparação, registrou crescimento de 8,3% no ano passado, com alta de 2,2% no último mês de 2007. A instituição destaca que o setor foi influenciado pelo aquecimento do mercado imobiliário e pelo crescimento do crédito.Na outra ponta, o segmento de Material de Construção que, apesar de ter apresentado o melhor desempenho de dezembro (+ 14,8%), registrou uma ligeira queda de 0,1% no fechamento do ano. A Fecomercio-SP analisa que as linhas de crédito destinadas à construção popular foram os principais fatores que impulsionaram as vendas no setor.Na PCPV de 2007, em comparação com o ano anterior, o grupo Farmácias e Perfumarias apresentou queda de 6,1% no faturamento. No último mês do ano passado, ante dezembro de 2006, o setor também registrou desempenho negativo (-2,6%). As Lojas de Eletroeletrônicos também tiveram resultados negativos, tanto no acumulado do ano passado (-8,3%) quanto em dezembro de 2007 (-9,1%). De acordo com a instituição, o setor pode ter sido influenciado pela queda generalizada de preços dos produtos do setor, que são influenciados pelas novas tecnologias e pela taxa de câmbio e, também, na competição desleal, quando se analisa a farta distribuição de aparelhos contrabandeados e roubados em vários pontos do Estado.Mas o grupo de Autopeças e Acessórios foi o que registrou o pior desempenho do ano passado e do mês, na mesma base de comparação: queda de 20,3% e 26,5%, respectivamente. Na avaliação da entidade, o setor vem sendo prejudicado pelas vendas recordes de automóveis novos e pela importação de peças mais baratas, como as da China.

AMANDA VALERI, Agencia Estado

18 de fevereiro de 2008 | 14h44

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