Faturamento do setor de máquinas cresceu 11,1% em 2001

O faturamento da indústria brasileira de máquinas e equipamentos cresceu 11,1% em 2001 em relação a 2000, segundo divulgou hoje a Abimaq, entidade que representa o setor. Em 2001, o faturamento foi de R$ 30,115 bilhões. No ano anterior, o setor havia faturado R$ 27,108 bilhões. De acordo com Luiz Carlos Delben Leite, presidente da entidade, o percentual de crescimento foi menor do que o esperado no início do ano passado devido à mudança de metodologia do levantamento estatístico. No entanto, ele afirmou que o faturamento alcançado foi previsto em 2001.A indústria de máquinas e equipamentos teve um crescimento de 1,7% na utilização da capacidade instalada em 2001 ante 2000. No ano passado, a indústria do setor operou com 77,17% da capacidade, em comparação aos 75,89% de 2000. De acordo com Delben Leite, o volume de pedidos em carteira teve uma queda de 0,9% no ano passado ante 2000, tendo passado de 21 semanas para 20,82 semanas. "Apesar da queda, percebe-se que houve um aumento da capacidade de produção do setor", afirmou.A indústria brasileira de máquinas e equipamentos abriu 8.445 postos de trabalho em 2001, segundo divulgou a associação que representa o setor, a Abimaq. O setor passou a empregar 174.965 trabalhadores, ante 166.520 de 2000, ou seja, um crescimento de 5,1%. " Ainda que o número de vagas não tenha crescido na mesma proporção que a produção e o faturamento, nota-se uma melhora da produtividade do setor", afirmou o presidente da Abimaq, Luiz Carlos Delben Leite. InvestimentoAs empresas do setor de máquinas e equipamentos devem investir um total de R$ 3,867 bilhões neste ano, segundo a previsão da Abimaq. Segundo Luiz Carlos Delben Leite, presidente da Associação, os recursos serão aplicados em máquinas e equipamentos (R$ 2,765 bilhões) e outros tais como instalação e logística (R$ 1,101 bilhão). Os investimentos previstos para este ano, se efetivados, serão 56,55% maiores que os R$ 2,470 bilhões investidos em 2001. "O crescimento nos investimentos deve-se, principalmente à estabilidade e à confiança no futuro da economia, nas reais oportunidades", avaliou Delben Leite.Para ele, no entanto, estes investimentos estão ainda muito aquém do necessário para modernização do País. "Os investimentos em bens de capital no Brasil são muito baixos se comparados com os países mais avançados", declarou o presidente da Abimaq. Segundo ele, enquanto os EUA investiram em 1997 US$ 2 mil per capta e a Alemanha R$ 1,2 mil, o Brasil investiu apenas US$ 127. Os investimentos a serem feitos este ano estão divididos da seguinte maneira: R$ 2,550 bilhões nas grandes empresas, R$ 673 milhões nas médias, R$ 355 milhões nas pequenas e R$ 278 milhões nas micros. O crescimento nos investimentos em 2002 se justifica também, segundo Delben Leite, pela suspensão parcial dos investimentos programados para 2001. "Muitas empresas adiaram os investimentos em função da variação cambial provocada pela crise na Argentina e pelos atentados terroristas nos EUA em 11 de setembro do ano passado. No ano passado, foram investidos 32,3% a menos do que os R$ 3,651 bilhões programados inicialmente.

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