Faturamento do varejo cresce 3,8% em julho

O faturamento real do varejo na Região Metropolitana de São Paulo apresentou crescimento em julho, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). De acordo com a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV) da entidade, houve alta de 3,8% sobre o mesmo mês de 2005 e aumento de 7,1% ante junho de 2006.Entre janeiro e julho de 2006, a PCCV constatou elevação de 3,3%, o que representou variação de 0,1 ponto porcentual, em relação à alta de 3,2% verificada no período de janeiro a junho do mesmo ano.O presidente da Fecomercio-SP, Abram Szajman, destacou que o aumento do consumo continua a ser sustentado basicamente pela oferta de crédito. Segundo ele, outras variáveis, como confiança do consumidor e recuperação da renda, ainda que lenta, também colaboram para esse cenário. "No entanto, o grau de endividamento dos consumidores, que permanece elevado, fruto das altas e persistentes taxas de juros cobradas das pessoas físicas, persiste como maior obstáculo para que se alcance um ciclo de aumento de vendas mais sólido e robusto", ressaltou o empresário.Na análise por setor, a PCCV da Fecomercio-SP apontou, na comparação entre julho de 2006 e julho de 2005, as seguintes variações positivas: Concessionárias de Veículos (19,4%); Farmácias e Perfumarias (11,6%); Lojas de Departamentos (7,2%); Lojas de Material de Construção (3,3%); e Supermercados (0,9%). Por sua vez, tiveram retração: Lojas de Eletrodomésticos e Eletroeletrônicos (-19%); Lojas de Autopeças e Acessórios (-7,7%); Lojas de Móveis e Decorações (-3,5%) e Lojas de Vestuário, Tecidos e Calçados (-1,1%).No acumulado de janeiro a julho ante os primeiros sete meses de 2005, a PCCV apurou incremento no faturamento das Lojas de Vestuário, Tecidos e Calçados (10,8%); Farmácias e Perfumarias (7,8%); Supermercados (5,5%); e Lojas de Material de Construção (2,2%). Na contramão, amargaram baixa as Lojas de Eletrodomésticos e Eletroeletrônicos (-13,9%); Lojas de Móveis e Decorações (-7,6%); Lojas de Departamentos (-1,6%), Lojas de Autopeças e Acessórios (-0,7%); e Concessionárias de Veículos (-0,4%).A PCCV é apurada mensalmente pela Fecomercio-SP desde 1970. Os dados são coletados junto a cerca de 1.800 estabelecimentos comerciais na Região Metropolitana de São Paulo.

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