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Faturamento do varejo cresce 4,7% em agosto

O faturamento real do varejo na Região Metropolitana de São Paulo aumentou 4,7% em agosto, na comparação com o mesmo período de 2005. Segundo a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), divulgada nesta quinta-feira pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), o resultado provocou a elevação da taxa acumulada em 2006 para 3,5% até agosto. No confronto entre os dados de agosto e julho de 2006, houve recuo de 1% no faturamento.Na avaliação da Fecomercio-SP, o crédito e a recuperação da renda do trabalhador colaboraram, positivamente, para a expansão das vendas no mês passado. De acordo com a entidade, as concessões de financiamentos para pessoas físicas atingiram R$ 43 bilhões no período, acumulando cerca de R$ 328 bilhões no ano.A Fecomercio-SP ressaltou, no entanto, que o endividamento, pressionado pelas altas taxas de juros às pessoas físicas, atuou como freio à meta de se alcançar um ciclo expressivo de vendas no varejo. Segundo o presidente da federação, Abram Szajman, como os consumidores costumam optar por financiamentos de 12 meses, a quitação dos débitos acompanha um procedimento costumeiro: "No primeiro mês, eles pagam a inflação do ano. No segundo, liquidam o custo real do empréstimo que contraíram e, nos outros dez meses, colaboram para garantir o lucro dos bancos e os impostos do governo."SegmentosNa avaliação por segmentos, a PCCV mostrou que o grupo Vestuário, Tecidos e Calçados manteve o bom desempenho do ano e foi o destaque de agosto, com avanço de 15,5% no faturamento real, ante o mesmo período de 2005. Além deste segmento, foram verificados crescimentos em Farmácias e Perfumarias (13,9%), Material de Construção (12,3%), Lojas de Departamentos (6,4%) e Lojas de Móveis e Decorações (3,1%).Na outra ponta, o segmento Lojas de Autopeças e Acessórios foi o destaque negativo. Após um ciclo de sistemático de crescimento, houve queda expressiva em agosto de 19,9% sobre o mesmo mês de 2005. De acordo com a Fecomercio-SP, o movimento foi provocado pela crescente oferta de produtos importados, principalmente da China, que são mais baratos e reduzem o volume monetário das vendas.Além deste grupo, a pesquisa constatou variação negativa do faturamento real no segmento de Supermercados (-4,8%), Concessionárias de Veículos (-0,3%) e Lojas de Eletrodomésticos (-0,1%).A PCCV é apurada mensalmente pela Fecomercio-SP desde 1970. Os dados são coletados junto a cerca de 1.800 estabelecimentos comerciais na Região Metropolitana de São Paulo.

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