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Faturamento do varejo de SP cresce 6,1% em setembro

O aumento da renda familiar e a maior oferta de emprego e crédito no mercado levaram o comércio varejista da região metropolitana de São Paulo a registrar alta no faturamento de setembro. É o que indica a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). No mês em questão, o varejo registrou crescimento de 6,1% ante o mesmo período de 2008, a segunda alta consecutiva e o terceiro resultado positivo do indicador em 2009. Vale notar que setembro de 2008 foi o mês de deflagração da crise financeira mundial. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, a taxa de crescimento do setor foi de 1,3% ante igual período do ano passado.

GUSTAVO URIBE, Agencia Estado

16 de novembro de 2009 | 17h08

Os economistas da entidade observam que em setembro a massa de rendimentos na região metropolitana cresceu 2% ante o mesmo período de 2008, e o desemprego decresceu de 9,1%, em agosto, para 8,7%. Além disso, houve melhora significativa nas concessões de crédito, acumulando no ano alta de 12,4%. "Levando-se em conta o aumento da confiança do consumidor e sua declarada intenção de consumo, a tendência é registrarmos um crescimento expressivo nesses últimos três meses de 2009", avalia Altamiro Carvalho, economista da Fecomercio-SP.

A alta mensal do indicador foi puxada por setores com grande peso no varejo: Supermercados (14%) e Comércio Automotivo (1,9%). De acordo com a entidade, a retomada da venda de bens básicos (como alimentos e produtos perecíveis) foi a responsável pelo crescimento no segmento de Supermercados. No último trimestre deste ano, o setor se destaca ainda pelo seu fraco comportamento no mesmo período do ano passado, quando se desencadeou a crise internacional, o que faz com que a base comparativa seja fraca. O segmento acumula no ano crescimento de 8,6%.

A alta do Comércio Automotivo é atribuída pela Fecomercio-SP à antecipação do consumo com vistas ao retorno gradual da cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de veículos, a partir de outubro. O segmento se recuperou, em setembro, de queda registrada em agosto, com incremento de 1,9% em relação àquele mês. Carvalho acredita que o setor deve mostrar comportamento mais estável, comparativamente ao ano passado, e o consumidor ainda deve continuar sendo beneficiado por preços promocionais, dada a intenção dos fabricantes de carros em manter os preços dos automóveis sem o repasse total do retorno do IPI.

Outro segmento que registrou crescimento em setembro foi o de Farmácias e Perfumarias. Pela primeira vez no ano, o resultado do setor ficou abaixo dos 10%. Mesmo assim o segmento teve alta mensal de 6,2% ante o mesmo mês de 2008, acumulando no ano alta de 11,2%. Além da elevação da massa de rendimento e da melhora no crédito, Farmácias e Perfumarias ofereceu maior diversidade de produtos e registrou aumento da procura por genéricos. De acordo com a entidade, a tendência é crescer a taxas moderadas nos próximos meses.

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