Faturamento do varejo em SP cresce 7,9% em setembro

O faturamento real do varejo na Região Metropolitana de São Paulo cresceu 7,9% em setembro, na comparação com o mesmo período de 2005, conforme a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), divulgada nesta segunda-feira pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). O resultado, segundo destacou a entidade, foi o mais expressivo de 2006, que acumula elevação de 4% no faturamento até setembro. No confronto entre o mês passado e agosto de 2006, houve recuo de 2,8%.De acordo com a Fecomercio-SP, os números positivos foram motivados pela recuperação da renda, "ainda que pequena"; pela inflação em queda; e por uma oferta crescente de crédito. Apesar deste cenário, a entidade ressaltou que a magnitude da taxa básica de juros brasileira, a Selic (atualmente em 13,75% ao ano), "inibe qualquer comemoração", pois a renda do consumidor é "drenada para o pagamento de juros".Na análise por segmento, a Fecomercio-SP salientou que o desempenho positivo do varejo em setembro foi puxado pelos setores de Vestuário, Tecidos e Calçados, que cresceu 12,4% sobre o mesmo mês de 2005; Farmácias e Perfumarias, com 11,9%; Eletrodomésticos e Eletroeletrônicos, 9,5%; Concessionárias de Veículos, 9,4%; Material de Construção, 7,5%; Lojas de Departamentos, 5,3%; e, Supermercados, com aumento de 1,5%. No período, seguiram em movimento contrário os setores de Autopeças e de Móveis, com baixas de 24,9% e 0,3%, respectivamente.Na comparação entre o acumulado dos nove primeiros meses de 2006 e omesmo período de 2005, os seguintes grupos registraram alta nas vendas: Vestuário, Tecidos e Calçados, 11,5%; Farmácias e Perfumarias, 9%; Material de Construção, 3,9%; Supermercados, 3,8%; e, Concessionárias de Veículos, 0,7%. O faturamento real ficou estável nas Lojas de Departamento e caiu em Eletrodomésticos e Eletroeletrônicos (-10,4%); Autopeças e Acessórios (-5,7%) e Móveis e Decorações (-5,6%).A PCCV é apurada mensalmente pela Fecomercio-SP desde 1970. Os dados são coletados junto a cerca de 1.800 estabelecimentos comerciais na Região Metropolitana de São Paulo.

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