Faturamento do varejo em SP teve maior alta do ano em julho

O faturamento do comércio varejista da Região Metropolitana de São Paulo cresceu 13,62% em julho no confronto com o mesmo mês do ano passado. Esta foi a maior taxa registrada em 2004, segundo dados da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) divulgados hoje. Em junho, o faturamento do varejo havia crescido 12,68% em relação ao mesmo período do ano passado, o que já tinha sido a melhor performance em 2004. Para os economistas da Fecomercio, o fato da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV) manter uma taxa positiva mostra que os níveis de recuperação atingidos até junho se sustentaram em julho, mesmo não havendo nenhum evento sazonal (referente a determinado período) a comemorar, como o Dia dos Namorados, o mais recente.Apenas 2 setores não tiveram faturamento maiorTodos os setores do varejo pesquisados pela Fecomercio registraram alta no faturamento em julho, com exceção apenas dos segmentos de material de construção (-0,52%) e de lojas de autopeças e acessórios (-12,15%). No primeiro caso, os economistas da Federação explicam que há uma tendência de melhora para o setor a partir de agosto, já que os resultados dos últimos dois meses superaram os dos demais.Eles avaliaram também que autopeças e acessórios apresentaram resultados ruins, principalmente, porque a base de comparação com 2003 é forte para este grupo. Outro fator que interfere neste fraco resultado do setor, segundo os economistas, está relacionado com o bom andamento das vendas de veículos novos. Eletrônicos, vestuário e móveis são destaquesAs três maiores altas no faturamento do comércio da Região Metropolitana de São Paulo em julho foram, respectivamente, a das lojas de eletrodomésticos (34,37%), vestuário, tecidos e calçados (23.14%) e de móveis e decorações (20,87%). Os economistas da Federação atribuíram o resultado positivo do segmento de eletrodomésticos à base de comparação fraca.O setor de móveis e decorações também apresentou vendas em baixa no ano passado e agora dá sinais de recuperação. Segundo os economistas da Fecomercio, isto é devido à melhoria do poder de compra do consumidor. Já os semiduráveis (vestuário, tecidos e calçados) foram beneficiados em julho pelo prolongamento das temperaturas baixas. Taxa de crescimento deve perder fôlego em agostoA Assessoria Econômica da Fecomercio de São Paulo prevê que a taxa de crescimento do comércio começará a perder fôlego a partir dos resultados deste mês. Eles fizeram esta observação considerando o efeito estatístico do ano passado, que caracterizou-se pelo auge da retração em meados de 2003, seguido de gradual recuperação à medida que se aproximava o fim do ano.

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