Faturamento real do pequeno varejo cresce 8,6% em julho

O faturamento real das micro e pequenas empresas do varejo paulista cresceu 8,6% em julho, na comparação com o mesmo período de 2005. De acordo com levantamento divulgado nesta segunda-feira pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), por meio da Pesquisa Conjuntural do Pequeno Varejo (PCPV), houve também alta de 7,8% nos primeiros sete meses de 2006. No confronto entre julho e junho deste ano, foi constatado aumento mais modesto, de 0,8%.Na avaliação da Fecomercio-SP, o cenário econômico contribuiu para o resultado positivo, "com inflação sob controle, volume crescente de crédito e elevação da massa real de salários, ainda que aquém do ideal". A entidade também destacou que a característica sazonal do segundo semestre, que se traduz em um maior volume de vendas, também ajudou.No levantamento por setor, porém, o desempenho positivo não foi homogêneo. Na comparação entre julho e igual período do ano passado, faturaram mais os grupos Alimentos e Bebidas (alta de 14,4%); Vestuário, Tecidos e Calçados (11,8%); Móveis e Decorações (11,6%); e Eletroeletrônicos (7,5%). Em contrapartida, amargaram queda no faturamento real os grupos Materiais de Construção (-9,9%); Farmácias e Perfumarias (-5,6%); e Autopeças e Acessórios (-0,3%).No acumulado de 2006 até julho, houve aumento nos grupos Vestuário, Tecidos e Calçados (16%); Alimentos e Bebidas (13,5%); e Móveis e Decorações (4,1%). Na outra ponta, foram verificadas reduções em Materiais de Construção (-13%); Autopeças e Acessórios (-11,3%); Farmácias e Perfumarias (-5,2%); e Eletroeletrônicos (-0.3%).A PCPV é apurada mensalmente pela Fecomercio-SP com dados, desde 2004, que são coletados junto a cerca de 600 estabelecimentos comerciais no Estado de São Paulo.

Agencia Estado,

18 de setembro de 2006 | 15h19

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