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Fazenda: alguns analistas tentam fazer terrorismo fiscal

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, convocou hoje entrevista coletiva para atacar o que chamou de "terrorismo fiscal" que estaria sendo praticado por "alguns analistas" e pela "oposição" e defender que a política fiscal em curso não gera riscos inflacionários. Segundo a assessoria da Fazenda, a entrevista foi chamada a pedido do ministro Guido Mantega.

FABIO GRANER, Agencia Estado

01 de outubro de 2009 | 16h49

"Há uma tentativa de terrorismo fiscal por parte de alguns analistas para forçar uma expectativa de subida dos juros", disse Barbosa. "É uma crítica baseada no fim do mundo, na avaliação de que se não se voltar em tudo o que foi feito em torno do papel do Estado, se o Estado não emagrecer, se não voltar à política do Estado mínimo, a situação será insustentável. Isto é terrorismo. E não negociamos com terroristas", afirmou.

Ao ser questionado se o Banco Central, que apontou o impacto dos juros na inflação no seu último relatório, também seria terrorista, Barbosa disse que "não". Ele ressaltou que o Relatório Trimestral de Inflação mostra que a política fiscal é perfeitamente compatível com o sistema de metas de inflação, pois mesmo com os estímulos que foram dados, a projeção do BC é de que a inflação ficará na meta no ano que vem.

Segundo Barbosa, a política fiscal em curso ajudou a recuperar o crescimento da economia brasileira e é sustentável no médio prazo. O secretário também considera errada a avaliação que hoje está corrente no mercado de juros de que a taxa de juros vai se elevar no ano que vem, ainda no primeiro semestre. "Acho cenário equivocado. O mercado também erra. A realidade vai se impor. E o mercado vai se adaptar à realidade", afirmou. "Acho que curva de juros está exagerada. Não vejo necessidade de ocorrer a alta de juros que está precificada pelo mercado", acrescentou.

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