Fazenda analisa mudanças na Cofins para setores mais prejudicados

O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, informou hoje que o Ministério da Fazenda fará uma análise de casos específicos de segmentos da economia que estariam sendo onerados pela mudança das regras de incidência da Cofins sobre importações. Entre esses casos citou as empresas com projetos de investimento produtivo no Brasil e que estariam importando bens de capital, mas que terão de armazená-los por um período de dois a três anos. "Isso onera terrivelmente a produção. É impossível estocar um imposto por três anos, sem possibilidade de compensá-lo de imediato", afirmou.Furlan admitiu que as novas regras da Cofins poderão afetar mais as indústrias voltadas quase exclusivamente para a exportação. "Não sei se pode haver exceção. O que estamos dizendo às empresas é que ainda há tempo para analisar casos específicos", disse. O ministro afirmou que o governo já está pensando nessa questão em relação ao pacote de incentivos fiscais e outros benefícios, que deverá ser encaminhado às empresas fabricantes de semicondutores, cujos investimentos o governo quer atrair para o País.

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