Fazenda corta previsão para PIB em 2012 de 4,5% para 3%, mas volta atrás

Quase uma hora depois de divulgar a redução, o ministério recuou e disse para desconsiderar a estimativa

Célia Froufe e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

24 de agosto de 2012 | 15h25

Texto atualizado às 17h47

BRASÍLIA - O Ministério da Fazenda anunciou no início da tarde que havia reduzido sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2012 de 4,5% para 3%. Quase uma hora depois de divulgar o dado, contudo, o ministério voltou atrás e disse para desconsiderar essa e outras estimativas.

A nova projeção consta da 16ª edição do boletim ''Economia Brasileira em Perspectiva'' divulgado nesta sexta-feira pelo ministério. A previsão da Fazenda ainda está mais otimista do que o prognóstico feito pelo Banco Central de que a economia brasileira crescerá 2,5% neste ano. A autoridade monetária revisou seu número - anteriormente de 3,5% - no Relatório Trimestral de Inflação de junho.

No Ministério do Planejamento, a estimativa é de expansão da atividade de 3%, conforme o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do terceiro bimestre.

A Fazenda projetou ainda que o PIB de 2013 crescerá 5,5%, exatamente o porcentual que constava na edição anterior do boletim.

A Fazenda também revisou de 4,4% para 4,7% a previsão de inflação em 2012, medida pelo IPCA. O documento destaca que as pressões sobre os preços têm se dissipado progressivamente. Também afirma que a redução das variações mensais de preços em comparação com o ano anterior deverá levar a taxa de inflação anual para o nível em torno da meta central de 4,5%.

Investimento

A estimativa para a participação dos investimentos no Produto Interno Bruto (PIB) de 2012 caiu de 20,4% para 19,1%. Conforme o boletim, a expectativa foi feita com base no acumulado em quatro trimestres no primeiro trimestre deste ano. Se confirmada a projeção, o porcentual ficará abaixo do verificado no ano passado, quando a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) representou 19,3% do PIB.

Usando a mesma metodologia, a Fazenda projetou uma participação de 60,7% do consumo das famílias em relação ao PIB este ano. Se confirmada a estimativa, haverá um crescimento pela segunda vez consecutiva, já que em 2010 essa fatia foi de 59,6% e, no ano passado, de 60,3%.

A Fazenda estima que o crescimento dos investimentos em 2012 será de 8,8% em relação ao ano anterior. Para o próximo ano, a previsão é de expansão de 15% na Formação Bruta de Capital Fixa (FBCF). Segundo o documento, desde 2006, quando teve início do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), os investimentos acumulam alta de 52,6%. No mesmo período, o consumo das famílias cresceu 31,1%.

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