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Fazenda e Desenvolvimento ganham espaço na negociação da Alca

A troca da chefia brasileira nas negociações da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), confirmada hoje pelo Ministério das Relações Exteriores, é parte de um processo que tem por objetivo aumentar a participação de outros ministérios nas negociações. O empresário Sérgio Haberfeld, presidente do Conselho da Câmara Americana de Comércio (Amcham), aposta que os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento (MDIC) passarão a influenciar muito mais nas negociações internacionais.O secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Otaviano Canuto, confirmou à Agência Estado, na semana passada, que de fato o Ministério da Fazenda passou a formular propostas para a Alca e as levará ao Itamaraty. "Como nosso programa econômico destaca o comércio exterior, e como as regras que saírem da Alca impactarão diretamente a macroeconomia brasileira, estamos participando ativamente das negociações", afirmou Canuto.Ele descartou, no entanto, que exista qualquer intenção de a Fazenda substituir o Itamaraty na mesa negociadora. "Os diplomatas têm grande competência para negociar", completou. Para Haberfeld, que é membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, vinculado à Presidência, e acompanha de perto as negociações internacionais, um ponto de destaque nas mudanças é que o setor privado terá muito mais espaço nas negociações. "O PT é um partido aberto à participação da sociedade civil nas discussões. Só temos a ganhar", acredita.Mais atenção com outros setoresO Ministério da Fazenda, segundo Canuto, está bastante atento às questões ligadas a serviços, investimentos e liberalização financeira. São questões que não ainda não haviam recebido a mesma atenção que a agricultura e a indústria nas negociações, mas que podem ter forte impacto negativo no Brasil, caso não sejam bem negociadas. "Agora, vamos negociar com a mesma agressividade que os americanos. Será pão-pão, queijo-queijo", aposta Haberfeld. Para ele, o País tem cacife para negociar de igual para igual com os Estados Unidos, "basta sermos firmes nas propostas e na mesa de negociações". No Ministério das Relações Exteriores, as negociações da Alca estão saindo da Subsecretária Geral de Assuntos Econômicos e de Integração, do embaixador Clodoaldo Hugueney, e passam para a recém-criada Subsecretaria Geral de América do Sul, sob responsabilidade do embaixador Luiz Felipe Macedo Soares. O provável co-presidente do processo negociador será o embaixador Álvaro Alencar, mas o nome ainda não foi confirmado oficialmente. "A nova equipe tem um perfil mais agressivo", analisou Sérgio Haberfeld.

Agencia Estado,

15 de maio de 2003 | 17h00

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