Fazenda e Petrobras discutem reajuste; Lula poderá arbitrar

Na terça, Mantega resistiu a aplicar qualquer tipo de reajuste por temer inflação. Petrobras pressiona

Da Redação,

30 de abril de 2008 | 15h03

O aumento da gasolina continua em discussão no governo. Depois de se reunir com o ministro da Fazenda Guido Mantega na tarde desta quarta-feira, 30, em Brasília, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, não fez nenhuma declaração à imprensa. Ao ser questionado se haveria reajuste de combustível, Gabrielli disse: "sem comentários". A resposta foi repetida várias vezes a qualquer pergunta dos jornalistas.   Veja também: Bernardo diz que Lula pediu mais detalhes sobre combustíveis BC destaca risco de inflação e pode continuar a subir juros Opep diz que preço do petróleo pode chegar a US$ 200 Especialista da Fipe comenta aceleração da inflação  Preço do petróleo em alta  Entenda os principais índices de inflação      O que se espera agora é que Mantega repasse ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está em Maceió, os detalhes do que foi discutido. De acordo com uma fonte, uma vez que haja um acordo entre Gabrielli e Mantega, o que for decidido será acatado pelo presidente Lula e pelos ministros de Minas e Energia, Edison Lobão, e da Casa Civil, Dilma Rousseff. Somente na hipótese de não haver um entendimento, o presidente Lula deverá entrar na discussão para arbitrar o caso.   O assunto já é tratado desde o início da semana. De acordo com esta fonte, na reunião de terça-feira, no Palácio do Planalto, a Fazenda resistiu a aplicar qualquer tipo de reajuste por temer o impacto na inflação. A Petrobras, por sua vez, pressiona para que haja uma alta nos preços para compensar o aumento nos seus custos.   Mais cedo, Lula já havia dito que uma definição "não poderia passar de hoje". Defendeu ainda que, "se é para dar aumento, que seja dado logo. Se não, que se diga que não vai dar para acabar com as especulações". Isto porque, segundo o presidente, daqui a pouco os preços dos alimentos começarão a subir por causa da especulação. Lula afirmou que leu quatro notícias diferentes sobre o assunto e que isso não é possível.

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