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Fazenda está mais otimista que o BC e prevê PIB de até 3,5% em 2011

Para Mantega, dados do ministério são mais ‘precisos’ do que os do Banco Central

Eduardo Rodrigues e Adriana Fernandes, da Agência Estado,

22 de dezembro de 2011 | 12h46

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quinta-feira, 22, acrise econômica mundial reduz em 0,5% a 1% o crescimento do país nesteano. Se não fosse isso, a economia brasileira teria condições decrescer entre 4% e 4,5%. Portanto, para esse ano, a estimativa daFazenda é de algo em torno de 3% e 3,5%. O BC prevê crescimento esteano de 3%. "É uma possibilidade. Mas acho que a gente cresce um poucomais", ressaltou o ministro.

Para 2012, a estimativa é entre 4,5% e 5%. Apesar de o BC prever um uma expansão de 3,5% da economia para o fechamento de 2012, a previsão da autoridade monetária não considera modificações na taxa de juros e do câmbio, destacou Mantega. "Eles são menos precisos em função de variáveis como taxa de câmbio e juros", disse. "Significa que se tiver mudanças nos juros e no câmbio, a taxa de crescimento não será essa".  O diretor de Política Econômica do Banco Central,Carlos Hamilton, afirmouque não irá comentar as declarações e previsões de Mantega.

"Nossa previsão é diferente. Estamos com um cenário diferente", contou destacando que espera uma queda nos juros e uma taxa de câmbio mais favorável no próximo ano.

Investimento

Apesar dos impactos da crise internacional, Mantega acredita que o investimento no país vai continuar crescendo e representar 24% ou 25% do Produto Interno Bruto (PIB) no final do governo da presidente Dilma Rousseff.

"Estamos no patamar de investimento próximo a 20%. Esse ano não foi maravilhoso. Vai ficar em quase 20%. Mas em 2012 teremos o patamar de 21% ou 21,5% do PIB", destacou Mantega.

O ministro aproveitou para cobrar mais agilidade dos ministérios na regulamentação que permitirá a emissão de debêntures, com redução de Imposto de Renda, para financiar projetos de infraestrutura. Esta medida foi anunciada pelo governo no final de 2010 dentro do pacote para estimular o crédito de longo prazo no País, mas ainda aguarda a publicação de portarias pelos ministérios com projetos nesta área.

O secretário de Política Econômica, Marcio Holland, disse que a secretaria de Aviação Civil e os ministérios de Minas e Energia e dos Transportes já estão com as minutas prontas e devem publicar as portarias até o final de janeiro.

Mantega disse que os ministérios que não finalizarem a parte legal rapidamente terão os repasses de recursos do Orçamento suspensos pelo Tesouro. "O Arno (Augustin, do Tesouro) vai segurar os recursos", alertou.

Em novembro, o governo publicou o decreto 7.603, regulamentando a desoneração do Imposto de Renda sobre debêntures emitidas por Sociedades de Propósito Específico (SPE) para projetos de infraestrutura.

Inflação

Mantega disse que as previsões do Banco Central são mais precisas em relação à inflação. Quanto a previsão de inflação do BC de 4,7% para o próximo ano, Mantega afirmou que o valor parece razoável. Para esse ano, o ministro disse que o teto da meta, de 6,5%, não será superado. "Acredito que não vou receber a carta", disse. Pelo regime de metas de inflação, se o BC não conseguir fechar o ano com dentro do teto estabelecido (6,56% neste ano), deve encaminhar ao ministério da Fazenda os motivos para o não cumprimento.

"Não acho que deve chegar a isso de jeito nenhum (6,56%). Estamos acompanhando a inflação diária e está rodando hoje em 0,37%", explicou o ministro. Em dezembro do ano passado, a inflação estava por volta de 0,69%.

O ministro explicou que o BC só terá que enviar uma carta ao ministério da Fazenda explicando o descumprimento da meta caso a inflação deste ano seja igual ou superior a 6,56%. Segundo ele, até 6,55%, a regra é arredondar o número para 6,5% que é o teto fixado pelo CMN.

No entanto, o ministro reafirmou que não acredita que a inflação ficará acima do teto. "Será 6,5% ou um pouco abaixo disso", afirmou. Por isso, o ministro disse acreditar que não receberá a carta do BC este ano. Ele lembra que desde 2005 a inflação está mantida dentro da banda de flutuação da meta. Para 2011, o centro da meta é de 4,5%, com variações de 2 pontos porcentuais para baixo ou para cima.

Texto atualizado às 14h45

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