Fazenda: FMI aprova reforma do sistema de cotas

O Ministério da Fazenda informou hoje, em nota, que a Junta de Governadores do Fundo Monetário Internacional (FMI), composta de ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais, aprovou a reforma do sistema de cotas da instituição. A aprovação não foi unânime, contando com 175 dos 185 votos. "O sistema de cotas tem o objetivo de dar maior voz e representação aos países em desenvolvimento", diz a nota do Ministério da Fazenda.A reforma aumenta as cotas de 54 países. A cota do Brasil se amplia de 1,4% para 1,8% do total, enquanto o poder de voto do País sobe de 1,4% para 1,7% dos votos totais. "O aumento de 0,3 ponto porcentual para o Brasil representa o quarto maior ganho em poder de voto entre todos os membros (depois de China, Coréia e Índia). Como a maioria dos países da cadeira do Brasil no Fundo se beneficia do aumento dos votos básicos, o poder de voto da Diretoria do Brasil subiu de 2,4% para 2,8%", explica a nota, destacando que o Brasil passa de 18º para 15º país em termos de poder de voto do FMI.A nota da Fazenda informa ainda que o Brasil trabalhou para ampliar o apoio à reforma e ter demandas adicionais atendidas. O texto diz que o Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), que faz parte do FMI, publicou comunicado dizendo que os países em desenvolvimento conseguiram introduzir dois elementos importantes na agenda da reforma do Fundo."O primeiro se refere ao aumento do nível de acesso normal aos financiamentos do FMI. Esse aumento beneficiaria os tomadores de empréstimos do Fundo e pode ser importante para países que estão sendo ou venham a ser gravemente atingidos pela crise alimentar, pela alta do preço do petróleo ou pelas turbulências nos mercados financeiros dos EUA e da Europa ocidental", diz a nota da Fazenda.O outro ponto foi sobre as revisões periódicas, a cada cinco anos, das cotas dos membros, levando a uma crescente participação dos países emergentes no Fundo. Segundo a Fazenda, a reforma no FMI ainda precisa ser aprovada pelo Poder Legislativo dos membros do FMI e só entrará em vigor depois que for votada pelos Legislativos de 3/5 dos membros, que detenham 85% dos votos. A data-limite para essa última votação é 30 de outubro próximo.

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