Fazenda não espera da Moody's alta da nota em breve

O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, reuniu-se hoje com o vice-presidente e diretor para rating soberano da agência de classificação de risco Moody''s Investor Service, Mauro Leos, na sede da agência em Nova York. Depois de mais de uma hora de reunião, sem a presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega, Barbosa afirmou que não contaria com mudança de perspectiva da classificação soberana do País imediatamente. "A agência tem avaliação mais conservadora do que outras", disse. A Moody''s avalia, diferentemente de outras agências, que a estrutura da dívida pública não é tão favorável. Esta agência dá preferência para a relação entre dívida pública bruta e Produto Interno Bruto (PIB). Ontem, o analista Leos estimou que a relação dívida pública bruta/PIB está acima de 60%, enquanto a média dos países de grau de investimento é de 30%. Segundo Leos, existe diferença de cerca de 20 pontos porcentuais entre a relação dívida pública bruta/PIB e a dívida pública líquida/PIB (43%).Barbosa afirmou que a Moody''s também destacou o nível de investimento do País pelo PIB. Segundo ele, essa relação melhorou muito no Brasil nos últimos anos, mas ainda é baixa em relação a países que já possuem grau de investimento. A agência também quer saber qual a perspectiva do Brasil em relação às reformas estruturais e o impacto delas sobre o lado fiscal. "O lado fiscal continua preocupando", afirmou Barbosa. "Ainda com o Brasil esteja menos vulnerável a choques externos, não está imune", emendou. Pelos critérios da Moody''s, o Brasil tem classificação BA1, com perspectiva estável, um nível abaixo do grau de investimento. A Moody''s também quis saber sobre a notícia da reserva gigante de petróleo vazada ontem pelo diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, mas Barbosa disse que não tinha dados oficiais para passar.

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