Fazenda no Paraná começa sacrifício de 1,8 mil animais

Técnicos da Secretaria e do Ministério de Agricultura iniciaram nesta quarta-feira o sacrifício sanitário dos 1.805 animais da Fazenda Cachoeira, em São Sebastião da Amoreira, norte do Paraná, sem que o governador Roberto Requião cumprisse sua promessa de que promoveria um churrasco com gado da fazenda para provar que ele é sadio.O início do sacrifício ocorreu 99 dias depois de a fazenda ser declarada o primeiro foco de febre aftosa no Estado, em 6 de dezembro. Outras seis propriedades foram apontadas como foco da doença em fevereiro pelo Ministério da Agricultura mas o governo do Paraná contesta o diagnóstico.A ação, sob a responsabilidade de oito atiradores da Polícia Militar, foi precedida da coleta de material de 10 animais que haviam reagido positivamente aos testes sorológicos. As vísceras serão analisadas sob a supervisão do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa, com sede no Rio de Janeiro, que enviou um representante para acompanhar a coleta de material e o sacrifício dos animais.Demais fazendasA Fazenda Cachoeira, onde os animais são criados em regime de confinamento, é a quinta a ter o rebanho sacrificado. O sacrifício dos animais apontados como portadores do vírus da aftosa começou por duas fazendas em Maringá, dia 8. Trezentos e setenta e sete animais foram sacrificados lá. Os trabalhos prosseguiram nas fazendas Flor do Café, em Bela Vista do Paraíso, com o sacrifício de 84 animais, e Santa Isabel, em Grandes Rios, com 32 animais. Terminado o sacrifício na Fazenda Cachoeira, o que está previsto para ocorrer quinta ou sexta-feira, será a vez das fazendas Alto Alegre e São Paulo, em Loanda, com 1.903 e 2.500 animais respectivamente.A Fazenda Cachoeira, de 1,4 mil alqueires, é a mais emblemática das sete propriedades que, de acordo com o Ministério da Agricultura, são focos da aftosa. A propriedade abrigava seis milhões de pés de café e é considerada hoje modelo de produtividade de soja, trigo, milho e feijão.A Cachoeira, administrada pelo bisneto de Lunardelli, André Carioba Filho, emprega 60 pessoas e é a maior empresa do município. Para alimentar o gado, são processadas diariamente 45 toneladas de compostos orgânicos. Para evitar a contaminação do lençol freático, as duas valas onde serão enterrados os animais foram recobertas com uma lona impermeabilizante.

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