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Fazenda reage à crítica de Mercadante sobre venda de ações do BB

O Ministério da Fazenda divulgou nota oficial de duas páginas reagindo às declarações do senador eleito Aloizio Mercadante (PT-SP), que ontem disse que a oferta pública das ações do Banco do Brasil, iniciada hoje, era "inoportuna". Na nota, o Ministério da Fazenda afirma que "não se trata de uma decisão tomada de última hora". "É um processo do mais amplo conhecimento público, exaustivamente noticiado pela imprensa e não uma novidade que, de repente, possa causar surpresa e estranheza", diz o ministério. Segundo a nota, a oferta pública de ações do BB "é uma decisão amadurecida do atual governo, que tem legitimidade para implementá-la". Ainda de acordo com a nota, "o empenho para se conduzir a transição de forma construtiva, civilizada e transparente não deve obscurecer o fato inquestionável de que o mandato do atual governo termina no dia 31 de dezembro de 2002". No final da nota, o Ministério da Fazenda confirma que a venda pulverizada de 17,8% das ações do Banco do Brasil foi comunicada às equipes encarregadas da transição de governo.A nota do Ministério da Fazenda diz ainda que o Tesouro se reserva o direito de reavaliar a decisão de venda até a data da conclusão da oferta, de acordo com as condições do mercado. "Como em toda operação desta natureza, o vendedor, que é o Tesouro Nacional, se reserva o direito de reavaliar a decisão de venda até a data da conclusão da oferta, de acordo com as condições de mercado".A nota afirma também que o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso está "há anos empenhado no processo de fortalecimento das instituições financeiras federais?. ?Os processos alcançados são hoje amplamente reconhecidos. É necessário avançar mais na sua consolidação", afirma o documento.O Ministério da Fazenda diz que, ao permitir na compra de ações do Banco do Brasil o uso de recursos do FGTS, como ocorreu na operação de venda das ações da Petrobras e Companhia Vale do Rio Doce, o governo ofereceu condições para que "uma imensa legião de trabalhadores brasileiros se torne acionista da maior instituição bancária da América Latina". "Com isso, estimula e fortalece o mercado de capitais no Brasil, aumentando sua liquidez", afirma nota. Segundo o ministério, em nenhum momento o atual governo cogitou deixar de ter o controle acionário da instituição.

Agencia Estado,

05 de novembro de 2002 | 16h05

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