Fazenda revisa investimento de 20,4% para 19,1% do PIB

O Ministério da Fazenda reduziu sua estimativa para a participação dos investimentos no Produto Interno Bruto (PIB) de 2012 de 20,4% para 19,1%. Conforme a 16ª edição do boletim ''Economia Brasileira em Perspectiva'' divulgado nesta sexta-feira a expectativa foi feita com base no acumulado em quatro trimestres no primeiro trimestre deste ano. Se confirmada a projeção, o porcentual ficará abaixo do verificado no ano passado, quando a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) representou 19,3% do PIB.

CÉLIA FROUFE E RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

24 de agosto de 2012 | 15h56

Usando a mesma metodologia, a Fazenda projetou uma participação de 60,7% do consumo das famílias em relação ao PIB este ano. Se confirmada a estimativa, haverá crescimento pela segunda vez consecutiva, já que em 2010 essa fatia foi de 59,6% e, no ano passado, de 60,3%.

A Fazenda revisou de 4,4% para 4,7% a projeção de inflação medida pelo IPCA em 2012. O documento destacou que as pressões sobre os preços têm se dissipado progressivamente. Também afirmou que a redução das variações mensais de preços em comparação com o ano anterior deverá levar a taxa de inflação anual para o nível em torno da meta central de 4,5%.

Desonerações tributárias - O documento trouxe ainda que as desonerações tributárias este ano até julho somaram R$ 35,9 bilhões. Desse total R$ 10,9 bilhões foram isenções em investimentos. "Com o intuito de impulsionar a atividade econômica, o governo tem concedido benefícios fiscais para diversos setores, que totalizaram pelo menos R$ 97,8 bilhões entre 2007 e 2011", informou o boletim. Nesse período, conforme o documento, 32% do total, ou cerca de R$ 31 bilhões, foram incentivos aos investimentos.

O documento apontou ainda que "a manutenção das baixas taxas de desemprego e o aumento do rendimento real das famílias permitem inferir que está em curso uma normalização nas captações e empréstimos". A equipe econômica projeta que, no segundo semestre deste ano, o mercado de crédito será mais benigno e contribuirá para a aceleração da atividade econômica. O documento informou que, em junho deste ano, o mercado de crédito no Brasil atingiu montante superior a R$ 2,2 trilhões, alcançando o equivalente a 50% do PIB.

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