Fazenda sugere a Lula veto à ampliação da licença-maternidade

Argumento do ministério é de que projeto poderá gerar uma renúncia fiscal de R$ 800 milhões por ano

Denise Madueño, de O Estado de S. Paulo,

19 de agosto de 2008 | 19h45

O Ministério da Fazenda sugeriu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira, 19, vetar o projeto aprovado pelo Congresso que estende a licença-maternidade de quatro para seis meses. O projeto estabelece que essa extensão é facultativa, e os dois últimos meses da licença serão pagos pela empresa que aderir. Em contrapartida, a empresa poderá deduzir os pagamentos no Imposto de Renda.  Veja também:Entenda a proposta de ampliação da licença-maternidade  Licença-maternidade maior beneficia mães e criançasCâmara aprova licença-maternidade opcional de seis mesesEspecial: Novas regras para maternidades   O próprio presidente Lula deu a informação aos líderes quando fez uma reclamação na reunião do Conselho Político. O presidente disse que o Congresso não podia ficar aprovando projetos para ele ter de vetar depois. "Me colocaram em uma camisa-de-força e eu vou ter de decidir", disse Lula, segundo relato de líderes que estavam na reunião. Segundo líderes, o presidente disse que esse não era um assunto fácil de decidir, porque ficaria ruim para ele vetar um projeto que tem uma imagem positiva na sociedade. O argumento apresentado para o veto é que a implantação do projeto poderá gerar uma renúncia fiscal de R$ 800 milhões por ano.

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