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Fazendas Reunidas lançarão ações no mercado

A Fazendas Reunidas Boi Gordo vai lançar ações no mercado e quer arrecadar R$ 300 milhões com a operação. Por exigência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa terá de abrir o capital. As ações da companhia serão negociadas na Sociedade Operadora do Mercado de Ativos (Soma).De acordo com o consultor Luiz Alberto de Mattos, que coordenou o pedido de abertura de capital na CVM, a companhia pretende gerenciar todo o processo de carne. Os recursos captados serão destinados, a princípio, ao aluguel de um frigorífico para processamento de carnes e compra de matrizes.A decisão foi tomada em cumprimento à Instrução 350 da CVM, que obriga empresas emissoras de Certificados de Investimento Coletivo (CIC), como a Boi Gordo, a terem o capital aberto. Depois da captação, as ações no mercado somarão cerca de 60% do capital total da Boi Gordo. O processo, no entanto, está em fase de estudo e a empresa está avaliando as propostas de instituições financeiras para coordenar a emissão. Mattos avalia que o pedido à CVM deve ser feito em breve.O consultor acrescentou ainda que os detentores de Certificados de Investimento Coletivo de emissão da Boi Gordo poderão trocá-los por ações da companhia. Mas, afirmou, não haverá oferta diferenciada para estes investidores, que concorrem em igualdade de condições com os demais interessados nos papéis da companhia.Empresa teve problemas anterioresNo fim de março deste ano, a CVM desautorizou emissões de CIC pela Boi Gordo, que vinha emitindo papéis sem autorização prévia. Cerca de R$ 80 milhões em contratos irregulares ficaram invalidados, mas a Boi Gordo alega que os contratos são, na verdade, reservas para renovar contratos vencidos.Por isso, a CVM decidiu aperfeiçoar as normas para distribuição de CIC, e estabeleceu a comprovação de lastro em ativos reais. As garantias devem ser feitas em pelo menos 50% do valor dos títulos existentes em tesouraria, circulação ou que venham a ser emitidos. Isso vale para emissões acima de R$ 5 milhões ou que superem o patrimônio líquido da empresa. Se a emissão foi maior do que R$ 10 milhões, a companhia tem de abrir o capital.No fim de maio, a Boi Gordo pediu à autarquia o registro de companhia aberta. No primeiro dia de junho, empresa solicitou o registro de novos contratos, ainda em análise pela CVM, no valor de R$ 260,5 milhões.

Agencia Estado,

25 de junho de 2001 | 09h44

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