Fé no futuro. E Coca-Cola na mão

É recorrente a definição da Coca-Cola como uma empresa de marketing, e não como uma fabricante de refrigerantes. A ideia é simples de entender. A companhia americana é uma das que melhor utilizam as ferramentas de comunicação para se vender. Muitos de seus slogans viram hits mundo afora e inúmeros de seus comerciais servem de referência para outras indústrias em seus negócios.

Marili Ribeiro, O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2011 | 00h00

Por isso mesmo, quase sempre as ações de marketing da Coca-Cola são investigadas não só pela concorrência, mas também por estudiosos de marketing. Uma das peças lançadas para atender o mercado latino nos Estados Unidos está causando comentários entusiasmados e muitos acessos no YouTube.

Sob a trilha sonora da canção Whatever, da banda Oasis, garotos do coro Young People"s Chorus, de Nova York, participaram da gravação realizada na própria cidade. Com criação da agência Santo, de Buenos Aires, o filme tem ritmo de documentário. Enquanto as crianças cantam, surgem comparações que apontam, por exemplo, que, para cada notícia trágica, há outra que faz tudo valer a pena. Para cada tanque de guerra produzido no mundo, saem das linhas de produção 131 mil bichos de pelúcia. Diante de pessoas corruptas, há milhares que doam sangue. As oposições dão um tom quase político na mensagem, um recurso nada usual nas iniciativas de companhia. Tomar Coca-Cola, obviamente, foi colocado do lado das coisas boas.

O comercial terá uma versão para o Brasil, que está sendo desenvolvida. Não há detalhes no momento, como informa a assessoria da Coca-Cola.

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