Febraban: banco revisam expansão do crédito para cima

A pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) sobre projeções e expectativas do mercado financeira, divulgada hoje, mostra que os bancos revisaram em alta suas estimativas de crescimento das operações de crédito para este ano, de 22,04% para 22,91%. O levantamento destaca a expansão das operações para pessoa física, cujas estimativas de crescimento para 2008 avançaram de 24,89% para 26,67%. Já as estimativas de crédito para pessoa jurídica foram de 23,87% para 25,39%.Para 2009, entretanto, a pesquisa aponta para a desaceleração na concessão de crédito. A média das estimativas das instituições financeiras foram revisadas em baixa de 19,92% para 17,4%. Esse movimento de queda foi influenciado principalmente pelas previsões de crédito para pessoa física, que recuaram de 24% para 23,25%. Já as estimativas de crescimento do crédito para pessoa jurídica ficaram estáveis em 20,88%.A pesquisa da Febraban mostrou que 38% dos bancos entrevistados avaliam que existem sinais de reversão da demanda por crédito. De acordo com o economista chefe da entidade, Nicola Tingas, "há sinais incipientes de desaceleração na concessão de crédito". "Mas, ainda assim, a demanda continua elevada." "O que se acredita é muito mais em uma desaceleração mais forte no ritmo de crescimento da demanda em 2009", explicou, destacando o crédito para pessoa física. No caso da pessoa jurídica, segundo o economista, "o consenso é que a demanda continue forte e estável".InadimplênciaQuanto à taxa de inadimplência, a média das projeções dos bancos recuou de 4,51% para 4,31% este ano, e de 4,22% para 4,01% no ano que vem. Tingas ressaltou que 58% dos bancos entrevistados avaliam que não existe previsão de aumento da inadimplência para este ano. "Em geral, todos retratam número sadios". PrazosO levantamento da Febraban revelou ainda que 90% dos bancos acreditam que a ampliação do prazo médio das operações de crédito não deveria ser regulamentada pelo Banco Central.O economista-chefe da Febraban explicou que, em sua visão, uma regulamentação do crédito poderia gerar distorções no sistema. "Todos preferem a política de juros como instrumento mais eficiente", disse. Ele avaliou também que o mercado tem sido crítico na concessão de crédito: "Todo mundo é pressionado para tomar o maior cuidado".

CAROLINA RUHMAN, Agencia Estado

17 de junho de 2008 | 12h58

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