Febraban: bancos não retiveram recursos de compulsório

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) negou hoje, em nota, que as instituições financeiras estejam segurando o dinheiro de depósitos compulsórios liberados pelo Banco Central (BC). De acordo com a Febraban, os bancos "estão fazendo com que os recursos cheguem" às empresas e aos consumidores.Hoje pela manhã, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto, criticou as decisões do governo para dar liquidez ao mercado e disse que elas "ajudam a dar sangue ao vampiro". Aubert Neto disse que, além de segurar os recursos que estão sendo liberados pelo Banco Central, os bancos estariam aumentando absurdamente as suas taxas de juros.Segundo a nota da Febraban, como o custo médio de captação dos bancos junto aos investidores está acima da Selic (taxa básica de juros, atualmente em 13,75%), a aplicação desse dinheiro em títulos públicos, para receber Selic, provocaria, em média, perda líquida e não ganhos aos bancos.A Febraban cita dados do Banco Central para mostrar que os números do crédito prosseguem em evolução. Mesmo diante da turbulência econômica mundial, a soma total alcançou em setembro R$ 1,15 trilhão, com acréscimo de 34% em 12 meses e de 3,5% no mês, segundo a Febraban. Diz ainda o comunicado que o total de crédito no País atingiu o recorde histórico de 39,1% do Produto Interno Bruto (PIB), "indicando a continuidade da expansão dos financiamentos na economia brasileira". O crédito com recursos livres, argumentou a entidade, teve crescimento de 37,1% em 12 meses, com destaque para os empréstimos a empresas - aumento de 48,2% no período - e às operações de leasing - que cresceram 97,7%.Conforme a Febraban, os grandes bancos privados também têm comprado carteiras de crédito, "no empenho de injetar recursos na economia e melhorar as condições de liquidez do sistema". Até hoje, informou a federação, as principais instituições financeiras compraram 53 carteiras de diferentes empresas - cerca de R$ 4,8 bilhões.

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