Adriano Machado/Reuters
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Febraban confirma que estuda medidas para reduzir custo do cheque especial

Segundo a entidade que representa as instituições financeiras, a intenção é divulgar as propostas de autorregulação ainda este ano

Fernando Nakagawa, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2018 | 12h45

BRASÍLIA - A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) confirmou a iniciativa de autorregulação do cheque especial com objetivo de redução do custo dessa linha de crédito aos clientes. A ação foi anunciada ontem pelo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, em entrevista ao Estadão/Broadcast. Segundo a entidade que representa as instituições financeiras, a intenção é divulgar as propostas de autorregulação ainda este ano.

Em nota, a Federação diz que o cheque especial faz parte de um conjunto de ações estudadas pelo setor para "melhorar o ambiente de crédito no País". "A Febraban elabora propostas para melhorar o instrumento e as anunciará, neste ano, quando forem concluídas", cita a entidade.

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A nota argumenta que bancos "trabalham continuamente para garantir uma redução estrutural do spread bruto – a diferença entre as taxas cobradas nas concessões de crédito e as taxas de captação das instituições financeiras". 

Segundo Goldfajn, se a iniciativa não avançar, o BC adotará medidas para reduzir as taxas. “A gente está de olho e, às vezes, é bom que o BC não precise editar norma nenhuma e deixe o sistema fazer”, disse. 

No ano passado, o governo já havia determinado mudanças nas regras do rotativo do cartão de crédito para evitar o aumento da dívida. Agora, para o cheque especial, o governo está propondo uma “autorregulação’. A ideia é também oferecer uma “porta de saída” para o cliente, com alongamento de prazos da dívida e juros menores em um nova modalidade, como o parcelamento no cartão ou no crédito pessoal.

Atualmente, o cheque especial tem o segundo maior juro entre as operações para pessoas físicas. Em novembro, bancos cobraram média de 323,7% ao ano.

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