Febraban defende nova redução nos depósitos compulsórios

O presidente da Febraban, Gabriel Jorge Ferreira, defendeu hoje uma nova redução nos depósitos compulsórios ? parcela de recursos que os bancos devem recolher ao Banco Central (BC) ?, inclusive com a extinção do mecanismo incidente sobre depósitos a prazo. "O nível ainda está elevado, há espaço para redução", salientou Ferreira, após encontro com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho. Para o presidente da Febraban, a redução promovida em julho pelo Banco Central, passando de 60% para 45% o compulsório sobre depósitos à vista, já foi um passo importante. "O nível estava muito, muito elevado e a redução deu um certo alívio", disse. Na avaliação de Ferreira, o compulsório sobre depósitos a prazo deveria ser extinto. "No depósito a prazo não deveria nem existir depósito compulsório sobre ele", salientou. A alíquota do compulsório sobre depósitos a prazo é de 23% atualmente. Apesar dessa defesa, o assunto não foi debatido com o ministro, segundo relatou Ferreira. O presidente da Febraban informou ainda que dentro de dez dias o governo deverá editar a medida que permitirá a concessão de empréstimos com desconto de folha de pagamento para funcionários da iniciativa privada. "O assunto está praticamente pronto", relatou Ferreira.

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